Irmãos de Ouro: Dupla de Joaçaba faz história na OBMEP e coloca a cidade na elite da matemática nacional
Guilherme foi o primeiro aluno da cidade a ganhar o Ouro na competição e agora vê o irmão repetir o feito. Conheça a história...
Dois irmãos, uma mesma paixão pelos números e uma estante recheada de medalhas que orgulha Joaçaba. Guilherme Graneto Altenhofen (15 anos) e Rafael Graneto Altenhofen (13 anos), alunos do CERT, confirmaram mais uma vez seu talento na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas e Privadas (OBMEP), destacando-se entre mais de 18 milhões de estudantes de todo o Brasil.
Na edição de 2025, a família tem motivos em dobro para comemorar: Rafael conquistou a Medalha de Ouro e Guilherme garantiu a Medalha de Bronze, mantendo uma impressionante regularidade de pódios.
Pioneirismo e Legado
Mais do que as medalhas deste ano, a trajetória dos irmãos Altenhofen já marcou a história da educação municipal.
Guilherme, o mais velho, foi um pioneiro. Há dois anos (na edição de 2023), ele foi o responsável por conquistar a primeira Medalha de Ouro da história de Joaçaba na OBMEP. O feito foi tão relevante que, na época, ele recebeu uma Moção de Aplauso na Câmara de Vereadores e diversas homenagens.
Agora, ele vê o irmão mais novo seguir seus passos. Com o ouro de Rafael em 2025, a família consolida dois campeões nacionais dentro de casa.
Confira a trajetória de conquistas da dupla:
Guilherme (15 anos): Mantém uma constância invejável, premiado em quatro anos seguidos.

2022: Bronze
2023: Ouro (1º da história de Joaçaba)
2024: Prata
2025: Bronze
Rafael (13 anos): Em ascensão meteórica.

2024: Prata
2025: Ouro
Superando Gigantes
A conquista ganha ainda mais peso quando analisados os números da competição. A OBMEP 2025 bateu recorde com 18,6 milhões de inscritos. Estatisticamente, para conquistar o Ouro (feito alcançado por ambos em anos diferentes), o aluno precisa estar entre os 0,003% melhores do país — uma proporção de 1 medalha para cada 28 mil participantes.
Orgulho e Rotina: O segredo da família
Por trás das medalhas, existe o suporte incondicional dos pais, Alex Andre Altenhofen e Vivian Graneto Altenhofen. Moradores do bairro Clara Adélia, eles não escondem a emoção ao ver os filhos se destacarem no cenário nacional.
“Nossa reação foi de muita emoção, orgulho e gratidão ao vê-los conquistar medalhas tão importantes e superar, ano após ano, milhões de estudantes na OBMEP, encarando os estudos como uma verdadeira oportunidade de crescimento”, contam os pais.
Segundo Alex e Vivian, o segredo está no equilíbrio. Os meninos frequentam o Kumon e praticam xadrez na AXJ (Associação de Xadrez de Joaçaba).
“Buscamos manter um equilíbrio saudável, organizando a rotina priorizando os estudos, mas sem deixar de valorizar os momentos de lazer, descanso e convivência em família”, explicam.
Outro ponto que emociona os pais é a parceria: “É muito gratificante ver que eles, como irmãos, se espelham um no outro, se ajudam e seguem juntos”.
A palavra dos campeões
Para os meninos, a matemática é uma porta para o futuro.
Rafael, celebrando seu ouro inédito:
“A OBMEP é muito importante para mim, sempre me dediquei para conseguir medalhas e este ano foi um sonho conquistar a medalha de ouro, me motivando a estudar cada vez mais.”
Guilherme, veterano de pódios:
“As medalhas representam não só o reconhecimento do meu esforço e dedicação, mas também me motivam, me fazem crescer e me abrem novas oportunidades para o futuro.”
Dica de Ouro: Para quem tem medo da matemática, os irmãos deixam o recado: “Não tenha medo de errar e encare a matemática com curiosidade. Dificuldade não significa incapacidade. Comece devagar, pratique aos poucos… com paciência, o que parecia difícil vai se tornar cada vez mais claro e até divertido.”
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