Menu
Estado

Mãe é investigada por agressão e abandono de bebê em SC

Criança foi encontrada sozinha em apartamento. Mulher foi presa mas acabou sendo solta..

Luan

Luan

Compartilhe:

Uma mãe de 23 anos é investigada por agredir o próprio filho, de apenas 1 ano e 9 meses, e deixá-lo sozinho dentro de um apartamento em Brusque, no Vale do Itajaí. Ela chegou a ser presa, mas teve a prisão em flagrante convertida em liberdade provisória pela Justiça de Santa Catarina. O caso ocorreu na noite de 19 de maio e gerou grande repercussão na cidade.

FIQUE BEM INFORMADO! CLIQUE AQUI E INSCREVA-SE NO NOVO CANAL DE VÍDEOS DO PORTAL EDER LUIZ, NO YOUTUBE!

De acordo com informações divulgadas pelo Jornal Razão, a Polícia Militar foi acionada após o pai da criança, que trabalhava como motoboy no momento dos fatos, receber um vídeo enviado pela companheira. Nas imagens, a mãe relatava que não suportava mais cuidar do filho e admitia ter o agredido. O menino aparecia chorando e com ferimentos visíveis na região da boca.

Ao tomar conhecimento da situação, o pai procurou ajuda imediatamente. Durante o deslocamento, encontrou uma viatura da Polícia Militar e informou o ocorrido aos agentes. A guarnição seguiu até o endereço indicado e, ao chegar, ouviu o choro da criança vindo do interior do imóvel.

Os policiais tentaram contato com a moradora por diferentes meios, mas não obtiveram resposta. Quando se preparavam para forçar a entrada, o pai chegou ao local com uma chave que, segundo relato, havia sido deixada pela própria mulher na entrada do prédio antes de ela sair.

Dentro do apartamento, a criança foi encontrada sozinha, chorando e sem qualquer acompanhamento de um adulto. Conforme registrado pela polícia, o menino apresentava lesões recentes no rosto e na boca. Após o resgate, ele foi entregue aos cuidados do pai e de familiares.

Durante a vistoria no imóvel, os policiais também constataram condições consideradas inadequadas para a permanência de uma criança pequena. O apartamento apresentava acúmulo de sujeira e desorganização. Em um dos cômodos, gatos estavam confinados em meio a fezes e urina, situação que chamou a atenção dos agentes.

A mãe não foi localizada inicialmente. Cerca de duas horas depois, retornou ao local e foi abordada pelos policiais. Segundo o registro da ocorrência, ela apresentava sinais de forte agitação e acabou encaminhada ao Hospital Azambuja para atendimento médico.

De acordo com a equipe médica, a paciente necessitava de acompanhamento especializado e permaneceu internada para avaliação psiquiátrica. Em razão do estado clínico apresentado, ela não prestou depoimento naquele momento.

A delegada responsável pelo caso solicitou à Justiça a internação provisória da investigada em ala psiquiátrica prisional e a realização de exame para avaliar sua condição mental. O inquérito também prevê o indiciamento por crimes relacionados à agressão e ao abandono da criança, com agravante pelo fato de a vítima ser menor de 14 anos.

Posteriormente, a Vara Regional de Garantias da Comarca de Itajaí homologou a prisão em flagrante, mas concedeu liberdade provisória à investigada. Na decisão, o magistrado considerou que a mulher não possui antecedentes criminais e que não estavam presentes os requisitos legais para a decretação da prisão preventiva.

O Ministério Público também se manifestou favoravelmente à concessão da liberdade provisória, acompanhada de medidas protetivas. A audiência de custódia não foi realizada porque a investigada permanecia internada em unidade hospitalar, sem previsão de alta.

O caso segue sendo apurado pelas autoridades, que aguardam os resultados das avaliações médicas e psiquiátricas para dar continuidade às investigações.


Compartilhe: