Pesquisa da Unoesc sobre prevenção da dengue ganha destaque internacional
Pesquisa da Unoesc conquistou reconhecimento internacional com a publicação de um artigo científico na revista “Acta Tropica”.
A produção científica desenvolvida pela Unoesc na área da saúde pública conquistou reconhecimento internacional com a publicação de um artigo científico na revista “Acta Tropica”, periódico de relevância mundial voltado a pesquisas sobre doenças infecciosas, saúde pública, entomologia médica e veterinária.
O estudo integrou o projeto “Controle e Prevenção da Dengue em Joaçaba-SC: Desenvolvimento e Implementação de Estratégias Tecnológicas, Educativas e de Pesquisa”, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), Edital 37/2024, com início em abril de 2025 e duração até março de 2027.
O trabalho é assinado pelos bolsistas do projeto: Doutora Mônica Piovesan e Doutor Elton Orlandin; pelos bacharéis em Ciências Biológicas: Polliany Parno Brandalise, Amanda Pedroso dos Santos e pelo bolsista de iniciação científica e estudante do curso de Graduação em Farmácia, Guinter Davi Martin Stricker; pelos professores da Unoesc responsáveis pela aprovação do projeto: Samanta Iop, Felipe Vanz e Bruna Amanda Girardi e pelo professor Vinícius Matheus Caldart, que auxilia na supervisão das atividades propostas; e contou com a colaboração da bacharela em Ciências Biológicas Tailise Cristina Kopp, da Vigilância Epidemiológica de Joaçaba.
Os pesquisadores analisaram uma década de dados públicos relacionados à infestação do mosquito Aedes aegypti e aos casos de dengue registrados em Santa Catarina entre os anos de 2015 e 2024. As informações abrangeram as 17 Regionais de Saúde do Estado e foram disponibilizadas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC).
Os registros utilizados incluíram dados dos focos do mosquito coletados pelos Agentes de Combate às Endemias (ACEs) em municípios catarinenses, além das notificações de casos de dengue provenientes do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Todo o material foi reunido em um único banco de dados para análise.

Ao longo do estudo, os pesquisadores aplicaram métodos estatísticos para investigar mais de 382 mil focos do mosquito e cerca de 491 mil casos de dengue registrados no período. Entre os principais resultados encontrados, o trabalho apontou que os focos do Aedes aegypti atingiram um pico praticamente simultâneo em todas as regionais de saúde catarinenses, concentrando-se principalmente no mês de março.
— Esse comportamento sazonal pode auxiliar no direcionamento de estratégias de prevenção e combate ao mosquito, permitindo que ações de monitoramento e controle sejam intensificadas em períodos considerados mais críticos — comentou a pesquisadora Mônica Piovesan.
O trabalho ainda envolve atividades de educação ambiental em escolas, com orientações sobre prevenção e combate à dengue e outras arboviroses, além da realização de mutirões de limpeza em diferentes pontos da cidade, como às margens da BR-282 e dos Rios do Tigre e do Peixe. Os bolsistas também atuam diretamente com os agentes de combate às endemias em visitas domiciliares e ações de recolhimento de resíduos, fortalecendo o trabalho de conscientização e prevenção junto à comunidade.
— A publicação na Acta Tropica representa um importante reconhecimento à qualidade científica do estudo desenvolvido pela Unoesc, já que o periódico reúne trabalhos de diferentes países e centros de pesquisa do mundo. Estamos felizes pelo resultado — comentaram os professores responsáveis pelo projeto.
Para conferir os detalhes da publicação, clique aqui!
Fonte: Assessoria de Imprensa
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