Casal é preso suspeito de receber R$ 6 milhões desviados de empresa de suplementos em SC
Segunda fase da Operação Supply Chain apura esquema de lavagem de dinheiro e bloqueia imóveis de luxo, veículos e contas bancárias.
A Polícia Civil deflagrou na manhã desta terça-feira (2) a segunda fase da Operação Supply Chain, que investiga um esquema milionário de desvio de recursos da empresa de suplementos Growth Supplements, sediada em Tijucas, na Grande Florianópolis. Durante a ação, um casal de empresários de Joinville foi preso sob suspeita de ter recebido cerca de R$ 6 milhões provenientes da fraude.
De acordo com as investigações, o prejuízo total causado à empresa ultrapassa R$ 8 milhões. Conforme apurado pela polícia, os valores teriam sido movimentados por meio de empresas de fachada e contas bancárias registradas em nome de terceiros, com o objetivo de dificultar o rastreamento dos recursos.
Segundo o delegado Jeferson Alessandro Prado Costa, responsável pelo caso, as provas reunidas durante a primeira etapa da operação indicaram a participação direta do casal no esquema. A análise do material apreendido também revelou que um dos principais investigados, ex-funcionário da empresa, teria continuado realizando operações para ocultar a origem do dinheiro mesmo após o início das investigações.
Ainda conforme a Polícia Civil, o suspeito utilizava contas de familiares, incluindo a da própria esposa, além de plataformas de apostas esportivas para movimentar recursos e contornar bloqueios judiciais. As investigações apontam ainda negociações envolvendo imóveis de alto padrão em cidades do Litoral Norte catarinense, como Itapema, Porto Belo, Balneário Piçarras e Tijucas.

O ex-funcionário e sua esposa também foram presos durante a operação, em Balneário Piçarras. Com isso, quatro pessoas foram detidas nesta nova fase da investigação. Além das prisões, os agentes cumpriram sete mandados de busca e apreensão.
A Justiça autorizou o bloqueio de diversos bens vinculados aos investigados, incluindo apartamentos e residências de alto padrão, veículos de luxo e utilitários esportivos, além de aplicações financeiras, contas bancárias e valores mantidos em plataformas digitais.
As investigações tiveram início após a descoberta de movimentações financeiras consideradas suspeitas entre julho e agosto de 2024. Na ocasião, foi constatado que pagamentos eram direcionados a empresas sem qualquer relação comercial com a companhia vítima da fraude. Segundo a polícia, os recursos desviados teriam sido utilizados na aquisição de imóveis, automóveis de luxo, joias e outros bens.
Para dificultar a identificação do caminho do dinheiro, o grupo utilizava um sistema de transferências entre diversas contas e intermediadoras de pagamento, além do fracionamento dos valores em múltiplas operações menores.
Na primeira fase da Operação Supply Chain, realizada em outubro de 2025, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em cidades de Santa Catarina e do Paraná. Naquele momento, não houve prisões.
Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato, furto mediante fraude, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As apurações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e recuperar os valores desviados.
Nos siga no
Google News