Gato-maracajá com suspeita de atropelamento é resgatado na região
Polícia Ambiental resgata gato-maracajá ferido em rodovia de Videira
A Polícia Militar Ambiental (PMA), por meio da unidade de Joaçaba, realizou nesta terça-feira (02) o resgate de um felino silvestre da espécie maracajá (Leopardus wiedii). A ação contou com o apoio fundamental da comunidade e do Corpo de Bombeiros.
O resgate
O animal foi encontrado por moradores do município de Videira, nas proximidades de uma rodovia da região. Segundo as autoridades, o felino apresentava indícios de um possível atropelamento.
Após encontrarem o gato-maracajá, os moradores o entregaram ao Corpo de Bombeiros Militar, que prontamente acionou a guarnição da Polícia Militar Ambiental para dar continuidade ao atendimento.
Atendimento veterinário

Durante a avaliação inicial feita pelas equipes, não foram constatadas lesões aparentes no animal. No entanto, por precaução e visando garantir o seu bem-estar, o felino foi encaminhado para acompanhamento médico-veterinário especializado.
A Polícia Militar Ambiental destacou que a ocorrência reforça a importância da participação da comunidade na proteção da fauna silvestre e demonstra o compromisso dos órgãos envolvidos com a preservação da nossa biodiversidade.
Conheça a espécie
O gato-maracajá (Leopardus wiedii) é um felino silvestre nativo das Américas, muito presente em áreas de mata atlântica em Santa Catarina. Ele é frequentemente confundido com a jaguatirica devido à pelagem amarelada com manchas escuras, mas possui um porte menor, cauda mais longa e olhos bem grandes e amendoados.
É um animal de hábitos noturnos e solitários, conhecido por ser um excelente escalador. O maracajá passa grande parte de sua vida nas árvores e possui uma adaptação única: suas articulações dos tornozelos traseiros podem girar até 180 graus, permitindo que ele desça dos troncos de cabeça para baixo, assim como os esquilos.
Atualmente, a espécie sofre com a perda e a fragmentação de seu habitat natural, o que obriga esses animais a se deslocarem por áreas urbanas e rodovias em busca de alimento, aumentando os riscos de atropelamentos e ataques por cães domésticos.
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