Ciclone impulsiona frente fria e deixa SC e Região Sul em alerta para chuvas de até 200 mm
Um novo ciclone se consolida neste domingo (28) e avança pelo Sul do Brasil, trazendo risco de ventos fortes e até 200 mm de...
A consolidação de um novo ciclone ao longo deste domingo (28) está colocando toda a Região Sul do Brasil em estado de alerta. A frente fria associada a este sistema avança com força, trazendo risco de tempestades severas, chuvas volumosas e fortes rajadas de vento para Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná até a próxima quarta-feira, dia 1º de julho.
Conforme a frente fria se desloca, aumentam as chances de temporais acompanhados de trovoadas, descargas elétricas e ventos que podem superar os 70 km/h em pontos isolados.
Ao alcançar o Paraná, o sistema encontrará uma área de alta pressão (bloqueio atmosférico) que dificultará o seu avanço em direção ao Sudeste do país. Como consequência, a chuva ficará “estacionada” sobre o Sul, intercalando períodos de fraca, moderada e forte intensidade por vários dias.
Alerta máximo no Oeste e Serra de Santa Catarina
Com a chuva persistente, alertas para altos volumes acumulados estão entrando em vigor. Para Santa Catarina, a situação exige atenção redobrada, especialmente nas regiões da Serra e do Oeste (incluindo o Meio-Oeste), onde os modelos meteorológicos indicam volumes de 120 mm a 180 mm até quarta-feira. Esse alto índice pluviométrico gera risco elevado para alagamentos, transbordamento de rios e deslizamentos de terra.
Nas regiões do leste catarinense, os volumes serão ligeiramente menores, mas ainda preocupantes: entre 60 mm e 100 mm. Na capital Florianópolis, o acumulado imediato previsto fica na casa dos 39 mm.
Volumes no Rio Grande do Sul e Paraná
O Rio Grande do Sul também sofrerá fortes impactos, principalmente na metade norte (de Santa Maria em direção a SC), onde os valores podem variar entre 70 mm e impressionantes 210 mm em algumas cidades. Já no Sul gaúcho e em Porto Alegre, a chuva será menos intensa (cerca de 25 mm a 28 mm).
No Paraná, a instabilidade maior se concentra no oeste e sudoeste, com volumes esperados entre 90 mm e 160 mm. No restante do estado e na capital Curitiba, os índices variam de 20 a 40 mm.
Informações: ND+
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