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Área da feira de Joaçaba alagada. (Fotos: Éder Luiz)
Clima

SC vai encarar três meses de aumento escalonado da chuva com combo climático atrelado ao El Niño

Meteorologistas preveem chuvas acima da média até setembro em SC. El Niño também trará temporais, veranicos e frio de curta duração.

Pedro Silva

Pedro Silva

Área da feira de Joaçaba alagada. (Fotos: Éder Luiz)

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Os dias chuvosos que vêm marcando o tempo em Santa Catarina são apenas uma “amostra” do que está por vir nos próximos meses. Durante a última reunião do Fórum Climático, realizada na última sexta-feira (26), meteorologistas de diferentes instituições do Estado atualizaram a previsão trimestral e o consenso é um só: o período de julho a setembro terá chuvas acima da média, com volumes que aumentarão de forma gradativa.

De acordo com os especialistas, as condições previstas para a atmosfera e o oceano nas próximas semanas indicam que julho terá passagens mais significativas de frentes frias. Em agosto e setembro, o cenário de instabilidade deve se intensificar ainda mais, formando um verdadeiro “combo” para o inverno: temporais, veranicos e ondas rápidas de frio.

Inverno com dias de verão?

Com o fenômeno El Niño se estabelecendo, a tendência é de um inverno com episódios de frio intenso e duradouro mais escassos, intercalando com dias mais aquecidos (veranicos).

Em julho, as temperaturas devem ficar dentro da média, já que as massas de ar frio conseguirão chegar com mais facilidade ao Estado, podendo provocar geada e até possibilidade de neve na Serra. Já em agosto e setembro, os termômetros provavelmente ficarão acima do esperado para o período.

Volumes de chuva esperados

Para os próximos três meses, a média histórica aponta para uma elevação constante nos índices pluviométricos, com destaque para a nossa região:

  • Julho: A média varia de 70 a 140 mm (Planalto ao Litoral) e de 110 a 170 mm (do Extremo-Oeste ao Meio-Oeste).
  • Agosto: O volume sobe um pouco, variando de 110 a 190 mm (no Extremo-Oeste, Oeste, Meio-Oeste e Planalto) e de 110 a 150 mm (no Vale do Itajaí e Litoral).
  • Setembro: A chuva ganha mais força, alcançando de 150 a 210 mm (do Extremo-Oeste ao Meio-Oeste) e de 110 a 170 mm (nas demais regiões).

Risco de Super El Niño e perigos no mar

Outro alerta dos meteorologistas é para os perigos no mar. Durante o inverno, os ciclones extratropicais costumam atuar com frequência no Sul do Brasil, trazendo ventos fortes, mar agitado e ressacas que oferecem risco à navegação.

Toda essa instabilidade está diretamente ligada ao El Niño — o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico. A última medição já indicou águas 0,7ºC acima da média, configurando o início do fenômeno, que deve durar até o verão de 2027.

Pesquisadores norte-americanos apontam que há 63% de chances de enfrentarmos um “Super El Niño”, cujo pico deve ocorrer entre a primavera e o verão (novembro a janeiro). Se confirmado, este pode ser um dos fenômenos mais intensos desde o início dos registros, em 1950.

Com Informações de NSC


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