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Acidentes

Acidente com trabalhador reacende o histórico trágico de desastres na Ponte Alfredo Ítalo Remor

Trabalhador fica em estado grave após cair de 15 metros na ponte da BR-282. Acidente reacende o histórico de tragédias no local.

Pedro Silva

Pedro Silva

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Um operário ficou gravemente ferido na tarde desta quinta-feira (23) ao despencar de uma altura de aproximadamente 15 metros enquanto trabalhava nas obras de manutenção da Ponte Alfredo Ítalo Remor, na BR-282, entre Joaçaba e Herval d’Oeste. O acidente de hoje, supostamente causado pelo rompimento de um cabo de segurança, mobilizou os Bombeiros e resultou na internação da vítima em estado crítico no Hospital Universitário Santa Terezinha (HUST).

Infelizmente, o triste episódio é apenas mais um capítulo na longa e sombria história da estrutura sobre o Rio do Peixe.

Foto: Marcelo Santos

Uma construção marcada pelo luto

Denominada “Alfredo Ítalo Remor”, em homenagem ao importante empresário e líder classista de Joaçaba, pelo projeto nº 217 de 1971, a ponte teve um início devastador. Testemunhas e ex-trabalhadores relatam que, em 1974, durante a construção da estrutura — que avançava das cabeceiras para o centro —, uma tragédia sem precedentes abalou o Meio-Oeste.

Durante a concretagem do segundo vão, do lado de Herval d’Oeste, a estrutura cedeu. O vão inteiro despencou de aproximadamente 35 metros de altura em direção às águas profundas do Rio do Peixe. O saldo do desastre, frequentemente atribuído à pressa na execução da obra, foi trágico: 25 operários ficaram feridos e 11 perderam a vida.

Acidentes frequentes e a tragédia de 2015

Desde a sua inauguração, a ponte tem sido palco de inúmeros acidentes de trânsito, muitos deles resultando em mortes — muitas vezes causados pela imprudência dos condutores aliada à estrutura estreita.

Um dos acidentes mais marcantes e graves da história recente ocorreu em 2015, quando um caminhão perdeu o controle, despencou da ponte e caiu dentro do Rio do Peixe, vitimando três pessoas.

Obras atuais e promessas antigas

A Ponte Alfredo Ítalo Remor resiste bravamente ao tempo e, hoje, suporta um fluxo de veículos pesados muito superior ao que os projetistas da década de 70 poderiam imaginar. Sendo uma artéria fundamental para o desenvolvimento do grande Oeste catarinense, a estrutura clama por adequações.

Atualmente, o local passa por uma revitalização (motivo pelo qual o trabalhador acidentado nesta quinta-feira estava no local), o que mantém o trânsito no sistema “Pare e Siga”. Após vistorias técnicas recentes, existe a promessa por parte do DNIT de alargamento do tabuleiro da ponte e do passeio público. No entanto, para quem trafega diariamente pelo local, a esperança é de que a promessa saia do papel antes que a estrutura faça novas vítimas.


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