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Número de mortos nas cheias que atingiram o Nepal e a China ultrapassa mil pessoas
Foto: Sameer Shrestha / Anadolu via AFP)
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Número de mortos nas cheias que atingiram o Nepal e a China ultrapassa mil pessoas

O número de mortos nas cheias que atingiram o Nepal e a China ultrapassou mil pessoas. Equipes de resgate tentam alcançar áreas isoladas.

Pedro Silva

Pedro Silva

Número de mortos nas cheias que atingiram o Nepal e a China ultrapassa mil pessoas
Foto: Sameer Shrestha / Anadolu via AFP)

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O balanço de vítimas fatais provocadas pelas violentas enchentes e deslizamentos na região dos Himalaias ultrapassou a marca de mil mortos nesta terça-feira (1º). Equipes de emergência trabalham contra o tempo e utilizam helicópteros para tentar prestar socorro a comunidades completamente isoladas pela destruição de estradas e pontes.

Segundo a Agência Nepalesa de Gestão de Catástrofes, foram contabilizados 987 mortos no Nepal, além de 3.916 pessoas que permanecem desaparecidas — entre as quais estão 583 estrangeiros. Na China, autoridades confirmaram 16 mortes no Tibete em atualização divulgada no domingo (30), somando pelo menos 1.003 mortos nos dois países.

Origem da tragédia e impacto sísmico

A catástrofe, ocorrida no último dia 26 de agosto, teve origem em uma sucessão de eventos de grande magnitude nas altitudes elevadas dos Himalaias. Análises de imagens de satélite indicam que o colapso envolveu o deslizamento de rochas próximo a uma geleira.

A força do impacto das rochas teve magnitude equivalente a um evento sísmico de 5,2. O consequente desabamento lançou volumes colossais de lama, gelo e água sobre os rios da região, gerando uma onda que destruiu casas, edifícios e infraestruturas viárias a jusante.

Operações de resgate e buscas em túneis

Apesar da devastação, autoridades nepalesas informam que 11.814 pessoas já foram resgatadas até o momento. Entre as prioridades das equipes de socorro está a busca por pelo menos 900 trabalhadores desaparecidos em 12 projetos hidrelétricos atingidos pelas enxurradas. Estima-se que cerca de 500 desses operários estejam presos no interior de túneis subterrâneos soterrados.

Autoridades diplomáticas de diversos países acompanham as buscas. O Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa confirmou que três cidadãos portugueses estão desaparecidos no Nepal e outro no Tibete, integrando a lista de centenas de estrangeiros afetados pelo desastre.


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