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Brasil
Netinho, ícone do axé e intérprete de “Mila”, morre aos 60 anos
O artista morreu nesta terça-feira (13), em Salvador, onde estava internado. Netinho enfrentava um câncer no sistema linfático
O cantor Netinho morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em Salvador, na Bahia. Um dos nomes marcantes do axé music brasileiro, o artista estava internado em um hospital da capital baiana e enfrentava um linfoma não Hodgkin, tipo de câncer que afeta o sistema linfático. A morte foi confirmada pela assessoria do cantor nas redes sociais.
Em comunicado, a equipe destacou a trajetória musical do artista, marcada pela alegria, pelo talento e pela proximidade com os fãs. Segundo a assessoria, Netinho partiu tranquilamente e deixou um legado importante para a música brasileira.
Sucesso nacional com “Mila”
Netinho ganhou projeção nacional na década de 1990 e se tornou um dos artistas mais conhecidos do axé music. Entre seus maiores sucessos está a música “Mila”, que marcou o Carnaval baiano e conquistou o público em todo o país.
Ao longo da carreira, o cantor também realizou apresentações internacionais, levando sua música a países como Itália e Chile. Além dos palcos, trabalhou no meio musical como empresário, com participação em projetos ligados à gravação e à produção musical.
Luta contra o câncer
Netinho recebeu o diagnóstico de linfoma não Hodgkin em março de 2025, após apresentar fortes dores nas pernas e dificuldades para caminhar. Depois de passar por tratamento, chegou a anunciar melhora no quadro de saúde, mas revelou em 2026 que a doença havia retornado de forma mais agressiva.
Com a recidiva do câncer, o artista retomou o tratamento e voltou a ser internado em Salvador. No fim de setembro, sua equipe anunciou que ele se afastaria temporariamente das redes sociais para se dedicar à recuperação.
Antes da doença, Netinho já havia enfrentado problemas graves de saúde. Em 2013, sofreu três acidentes vasculares cerebrais (AVCs), que afetaram sua fala e o afastaram dos palcos por um período prolongado.
A morte do cantor encerra uma trajetória marcada por sucessos populares e pela contribuição à história do axé music no Brasil
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