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Joaçaba
Pesquisa do Sebrae/SC revela o perfil do consumidor de Joaçaba e aponta oportunidades e desafios para o comércio local
Estudo ouviu 600 pessoas e mostra uma cidade com alto potencial de consumo, mas com parte do dinheiro migrando para o comércio online
O comércio de Joaçaba ganhou um retrato detalhado de quem compra na cidade. Na noite desta quinta-feira (15), o Sebrae/SC apresentou, no Inovale, a Pesquisa do Perfil do Consumidor e Hábitos de Consumo de Joaçaba. O estudo foi feito pelo Observatório de Negócios do Sebrae/SC.
A apresentação reuniu empresários e representantes de entidades e do poder público.
Foram 600 entrevistas presenciais em pontos de grande fluxo da cidade, entre 10 e 15 de agosto, com moradores de 16 anos ou mais. A margem de erro é de 3,9 pontos percentuais, com 95% de confiança.
Quem é o consumidor joaçabense
A classe média é a maior fatia: 44,8% dos domicílios estão na classe C e 43,5% nas classes A e B.
Para o analista de negócios do Sebrae/SC Alisson Stroher, isso significa que há dinheiro para gastar na cidade. A mudança está no destino dele.
“O dinheiro não parou de circular, mas está circulando em canais diferentes do que a gente estava acostumado”, explicou.
O estudo estima quanto os joaçabenses podem gastar por mês em alguns segmentos.
São R$ 15,7 milhões em alimentos e bebidas e R$ 10,4 milhões em moda e acessórios. Alimentação fora de casa soma R$ 8,1 milhões, produtos de higiene e cosméticos R$ 7 milhões, medicamentos R$ 6 milhões e o mercado pet R$ 4,1 milhões.
Oportunidades
- Valorização do pequeno negócio: 88,8% dos entrevistados consideram importante comprar nas pequenas empresas locais.
- Força das lojas do Centro: elas são o local preferido para comprar moda e acessórios (87,9%) e produtos de higiene e cosméticos (94%).
- Atendimento pesa na decisão: o preço (64,8%) e as promoções (53,7%) lideram, mas o atendimento aparece logo em seguida, citado por 52%.
- Lacunas na oferta: farmácias, supermercados e padarias são os itens mais apontados como em falta nos bairros. Na região Sul e Industrial, 31,5% sentem falta de farmácia e 22,8% de supermercado.
O desafio das compras online
Cerca de 69,6% dos entrevistados compram pela internet, ao menos eventualmente. O hábito é mais forte entre os jovens e nas classes A e B. Entre os que têm 60 anos ou mais, 67,2% não compram online. Na classe D/E, o índice de quem não compra online chega a 60%.
O consumidor também pesquisa muito antes de comprar. Quase sete em cada dez (68,1%) pesquisam preços sempre ou quase sempre.
A pesquisa presencial nas lojas ainda é a mais usada (69,9%), seguida pelos buscadores como o Google (45%).
Nas formas de pagamento, dinheiro, cartão de crédito e Pix à vista aparecem praticamente empatados, com cerca de metade dos entrevistados cada.
Para o presidente da CDL de Joaçaba, Leocir Proner, a concorrência online é hoje a principal reclamação do lojista. Ele acredita que o comércio físico segue com futuro, desde que se adapte.
“O comércio físico nunca vai deixar de existir. Precisamos nos adequar e fazer o consumidor vir até a loja e ser bem atendido”, afirmou.
O presidente do Sindilojas Meio-Oeste, Jorge Ronaldo Pohl, destacou que o conhecimento do perfil do consumidor ajuda a orientar os lojistas.
“O varejo é o para-choque da economia: qualquer oscilação, boa ou ruim, o comércio é o primeiro a sentir”, disse.
Segundo ele, os dados vão apoiar cursos, palestras e encontros das entidades, com foco nas ações do fim de ano e de 2027.
Observatório de Negócios
O analista de inteligência do Observatório de Negócios, Paulo Vitor dos Santos Gonçalves, explicou que a pesquisa mostra o “cliente do nosso cliente”, sempre com foco na pequena empresa. Ele afirmou que o estudo revela uma cidade com alto potencial de consumo e hábitos bem definidos.
“É uma informação que no mercado se vende muito caro, e o Sebrae traz para a sociedade e para os lojistas para melhorar o ambiente empresarial e o empreendedorismo”, destacou.
A pesquisa será publicada no portal do Sebrae, na área do Observatório de Negócios. O material também será enviado por e-mail marketing pela agência regional. Segundo Paulo, a ideia é que o empresário possa analisar os dados e montar a própria estratégia.
Site: https://www.sebrae-sc.com.br/observatorio
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