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Região
Júri dos acusados de assassinar professora e empresário de Treze Tílias é cancelado e aguarda nova data
Sessão do Tribunal do Júri estava agendada para 5 de novembro no Fórum de Joaçaba; entenda o motivo do adiamento.
O julgamento dos acusados do assassinato da professora Marisa Mergener e de seu esposo, o empresário Reginaldo Tonet, teve a sua data cancelada pelo Poder Judiciário. A sessão do Tribunal do Júri estava agendada para ocorrer no dia 5 de novembro na Comarca de Joaçaba, mas precisou ser suspensa em razão da movimentação do juiz presidente do processo para outra comarca. Uma nova data para a realização do julgamento será designada e informada posteriormente pela Justiça.
O duplo homicídio, ocorrido no primeiro dia do ano de 2024, causou forte comoção no município de Treze Tílias e em todo o Meio-Oeste catarinense, onde o casal era bastante conhecido e estimado. Marisa atuou por diversos anos como docente na rede de ensino local, deixando um marcante legado na educação do município.
Relembre o crime que chocou a região
O crime foi praticado nas primeiras horas do dia 1º de janeiro de 2024, no momento em que as vítimas retornavam da tradicional festa de Réveillon promovida na praça central de Treze Tílias.
De acordo com o apurado durante as investigações policiais, o executor aguardou a chegada das vítimas nas proximidades da residência do casal. Ao desembarcarem, Marisa e Reginaldo foram surpreendidos pela emboscada, sendo perseguidos para o interior do imóvel e mortos a tiros.
Disputa por herança e qualificadoras
A denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) aponta que o crime foi motivado por uma disputa patrimonial envolvendo herança de família. A irmã de Reginaldo Tonet é acusada de ser a mandante do duplo homicídio para se beneficiar no inventário, enquanto o seu companheiro teria atuado como o executor dos disparos.
Os dois réus respondem por homicídio qualificado por motivo torpe, emboscada, meio cruel e uso de arma de fogo de uso restrito. No tocante à morte da professora Marisa, o Ministério Público requereu ainda o reconhecimento da qualificadora de feminicídio, em razão de o crime ter sido cometido em contexto de violência doméstica e familiar decorrente da relação de parentesco entre a vítima e os acusados.
O casal acusado teve a prisão preventiva decretada após a conclusão do inquérito policial e permanece detido no sistema prisional aguardando a nova definição de data para o julgamento no Fórum da Comarca de Joaçaba.
O advogado Marco Antônio Vasconcelos Alencar Júnior, que atua na defesa da irmã da vítima, disse que sua cliente nega qualquer participação no crime.
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