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Brasil

1 em cada 4 alunas no Brasil já sofreu violência sexual

O levantamento expõe a vulnerabilidade dos jovens para mapear a saúde nas escolas e mostra que os abusos cresceram.

Éder Luiz

Éder Luiz

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Uma em cada quatro adolescentes brasileiras já foi vítima de violência sexual. O dado alarmante foi divulgado nesta quarta-feira (25) pelo IBGE, por meio de uma pesquisa nacional feita em 2024, e serve como um alerta urgente para pais e educadores em Santa Catarina e no restante do país. O levantamento expõe a vulnerabilidade dos jovens para mapear a saúde nas escolas e mostra que os abusos cresceram de forma expressiva nos últimos cinco anos.

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As agressões relatadas vão desde toques e beijos sem consentimento até estupro. Entre as estudantes, 11,7% afirmaram ter sido forçadas a manter relações sexuais. Em comparação ao último estudo, de 2019, os casos de abuso contra meninas aumentaram quase seis pontos percentuais. Embora elas sejam a maioria absoluta das vítimas, o crime atinge ambos os gêneros: o Brasil soma 2,2 milhões de adolescentes assediados e 1,1 milhão forçados a atos sexuais.

O levantamento revela que o perigo costuma estar no círculo íntimo das vítimas. Nas situações de relação forçada, a grande maioria dos agressores são familiares (como pais, padrastos e parentes próximos), namorados ou amigos. A idade também choca: entre os jovens obrigados a ter relações, mais de 66% tinham 13 anos ou menos no momento do crime.

A pesquisa aponta ainda que a violência é mais frequente nas escolas públicas, onde 9,3% dos alunos relataram intimidação ou relação sexual forçada, contra 5,7% na rede privada. Nos casos de assédio, os números se equiparam entre os dois sistemas de ensino.

Além da violência, o instituto mapeou a saúde sexual e reprodutiva dos estudantes, revelando falhas graves na prevenção. Cerca de 121 mil meninas de 13 a 17 anos já engravidaram no país, sendo quase a totalidade (98,7%) alunas de escolas públicas. O uso da camisinha também está em queda, e quatro em cada dez meninas já recorreram à pílula do dia seguinte, que deveria ser apenas de emergência.

Embora os dados gerais mostrem que os adolescentes estão iniciando a vida sexual um pouco mais tarde do que em 2019, uma realidade legal acende o alerta das autoridades: a idade média da primeira relação ainda é de 13,3 anos para meninos e 14,3 anos para meninas. Pela lei brasileira, qualquer ato sexual com menores de 14 anos, mesmo com aparente consentimento, configura crime de estupro de vulnerável.


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