Advogados de professoras suspensas em Joaçaba emitem nota e negam uso de substância ilícita
Defesa afirma que gravação ocorreu em ambiente privado, longe da escola e sem a presença de alunos. Medidas legais estão sendo avaliadas
A defesa das professoras de Joaçaba, envolvidas em um vídeo que circulou amplamente nas redes sociais nos últimos dias, manifestou-se oficialmente sobre o caso. As docentes haviam sido suspensas pela Secretaria de Estado da Educação após a repercussão das imagens.
Em nota assinada pelos advogados Ruben Concatto e Walesca Tidre, a defesa esclarece que o conteúdo foi publicado originalmente em um ambiente privado e acabou sendo vazado por terceiros sem autorização. Além disso, os advogados repudiam a legenda que acompanhou o vídeo nas redes sociais, classificando-a como “tendenciosa” por induzir à falsa interpretação de consumo de substância ilícita.
Longe do ambiente escolar
O documento divulgado ressalta que já foi reconhecido que não se tratava de droga e pontua três fatores fundamentais sobre o episódio: o fato não ocorreu na escola (Escola de Educação Básica Professora Julieta Lentz Puerta), não aconteceu nas proximidades da instituição e não havia nenhum aluno presente no momento da gravação.
A nota destaca ainda os anos de atuação das profissionais na área da educação, pautados na ética e no compromisso com os alunos, e garante que o direito de defesa será exercido nos meios adequados.
Por fim, os advogados alertam que medidas legais já estão sendo avaliadas contra os responsáveis pela divulgação indevida do vídeo privado e pela propagação de informações inverídicas (fake news) na internet.
Relembre o caso
O caso ganhou repercussão na última semana. Após a viralização do vídeo, a Secretaria de Estado da Educação confirmou a suspensão imediata das docentes e informou a abertura de uma investigação interna. Como a escola, localizada no distrito de Nova Petrópolis, atende alunos da pré-escola por meio de uma parceria, a Prefeitura de Joaçaba também chegou a emitir um comunicado para esclarecer que as profissionais são funcionárias exclusivas do Estado, sem vínculo com o município.
Leia a nota na íntegra

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