Após mais de 50 anos separados, homem reencontra irmãs no dia do seu aniversário
Após mais de 50 anos separados, homem reencontra irmãs no dia do seu aniversário de 67 anos. A história emocionante acontece em SC.
Um reencontro marcado por emoção, memórias e alívio deu um significado especial ao aniversário de 67 anos de José Francisco Garcia Pessoa. Morador de Florianópolis, ele pôde abraçar novamente duas de suas irmãs, Jovelina (60 anos) e Marta (57 anos), a quem não via há mais de cinco décadas.
A história da família, natural de São José do Cerrito, na Serra Catarinense, tomou rumos distantes após uma tragédia. Composta por 14 irmãos, a família acabou se dispersando gradualmente após a morte da mãe, ocorrida poucos dias depois do nascimento do filho mais novo. Na época, José tinha apenas 13 anos.
Ao longo das décadas, José Francisco morou em diversas cidades, passando por Blumenau, Joinville, além de cidades nos estados do Paraná e de São Paulo. De volta a Santa Catarina, viveu em Itajaí antes de se estabelecer na capital, onde construiu sua vida e está casado há 42 anos.
O pedido de ajuda e a busca veloz
A iniciativa para o reencontro partiu de José. No dia 1º de setembro, ao caminhar pelo Centro de Florianópolis, ele passou em frente à Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas e resolveu pedir ajuda aos policiais.
A resposta foi rápida: em menos de 48 horas, as pesquisas nos bancos de dados da Polícia Civil de Santa Catarina localizaram duas irmãs que moravam no Litoral Norte catarinense — Jovelina, em Balneário Camboriú, e Marta, em Navegantes.
Após o primeiro contato por telefone, os irmãos conversaram diariamente durante uma semana até o momento de se verem pessoalmente.
Lembras e a surpresa do reencontro

Para Jovelina, a notícia da Polícia Civil trouxe uma enorme surpresa: ela havia recebido a informação equivocada de um tio de que José Francisco teria falecido. Descobrir que o irmão estava vivo trouxe uma sensação imediata de alívio.
Já Marta guardava uma lembrança marcante da infância: um acidente de trabalho que fez com que José perdesse a ponta de dois dedos. Quando a polícia ligou, essa característica foi uma das primeiras confirmações de que se tratava de seu irmão.
O reencontro presencial ocorreu na própria delegacia em Florianópolis, na data em que José comemorou seus 67 anos. Entre abraços e emoção, ele definiu o momento como um “presente de Deus” após tantos anos de espera.
Com informações do G1/SC
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