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Ataque à Venezuela: Maduro deverá ser julgado nos EUA; ação pode ter deixado mortos

Entre as razões ao ataque está o narcotráfico, mas o interesse no petróleo deve ser a principal motivação.

Luan

Luan

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, será julgado pela Justiça dos Estados Unidos em um tribunal federal de Nova York, conforme anunciou neste sábado (3) a procuradora-geral norte-americana, Pam Bondi. Segundo informações divulgadas por veículos como G1 e NSC Total, Maduro e a primeira-dama Cilia Flores foram formalmente denunciados por uma série de crimes, entre eles conspiração para narcoterrorismo, importação de cocaína, além de posse e conspiração para uso de armas de guerra, como metralhadoras e dispositivos explosivos.

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O anúncio do julgamento ocorre em meio a uma escalada de tensão, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que forças americanas realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela e capturaram Maduro. A declaração foi feita nas redes sociais e reforçada em entrevistas, nas quais Trump afirmou que ainda avalia quais decisões tomará sobre o futuro político do país sul-americano.

Em entrevista à emissora Fox News, o presidente norte-americano também declarou que os Estados Unidos passarão a se envolver de forma mais direta com a indústria petrolífera venezuelana. Embora não tenha detalhado como se dará essa participação, Trump afirmou que a China continuará recebendo petróleo da Venezuela, indicando uma reorganização estratégica no setor energético da região.

Do lado venezuelano, o governo confirmou que o ataque deixou feridos e mortos. O procurador-geral do país, Tarek William Saab, informou que explosões foram registradas durante a madrugada em Caracas e classificou a ação como criminosa e terrorista. Segundo ele, vítimas inocentes morreram durante a ofensiva. Saab também condenou os ataques e convocou a população a se manter mobilizada, porém com calma e vigilância.

Para justificar as ações militares e a pressão econômica sobre Caracas, o governo dos Estados Unidos alega combater o narcotráfico internacional e rotas de drogas associadas a grupos criminosos que teriam ligação com o governo venezuelano. Washington também descreve Maduro como líder de um regime corrupto e afirma agir em nome da segurança regional.

Além do discurso de segurança, analistas apontam que o petróleo é um dos principais fatores por trás do conflito. A Venezuela concentra a maior reserva comprovada de petróleo do planeta, com cerca de 303 bilhões de barris, o equivalente a aproximadamente 17% de todo o volume conhecido no mundo, segundo dados da Energy Information Administration (EIA), órgão oficial dos Estados Unidos. O país supera potências como Arábia Saudita e Irã nesse ranking.

Apesar do enorme potencial, grande parte do petróleo venezuelano é do tipo extra-pesado, o que exige tecnologia avançada e altos investimentos para extração. Somam-se a isso as sanções internacionais e a infraestrutura defasada do setor, fatores que mantêm a produção abaixo da capacidade. Ainda assim, o controle e a influência sobre essas reservas seguem como um dos principais pontos estratégicos no atual embate entre Washington e Caracas.


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