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Brasil e Mundo

Calor: 2025 é um dos anos mais quentes da história

Dados globais mostram que o planeta ficou acima do limite de 1,5°C por três anos seguidos, segundo a OMM

Luan

Luan

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O planeta atravessa um período sem precedentes de calor. De acordo com informações divulgadas pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) e reproduzidas pela Agência Brasil, 2025 ficou entre os anos mais quentes já registrados desde o início das medições globais, que começaram há mais de um século e meio.

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A OMM analisou oito grandes bases de dados climáticos de diferentes regiões do mundo. Em seis delas, 2025 aparece como o terceiro ano mais quente da história. Nas outras duas, o ano ocupa a segunda colocação no ranking. Entre os sistemas utilizados estão os dados do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF) e do serviço meteorológico do Reino Unido.

Os números foram confirmados também pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), que mantém registros de temperatura desde 1850. Para o órgão norte-americano, 2025 também terminou como o terceiro ano mais quente já observado.

Apesar de pequenas variações entre os bancos de dados, causadas por diferenças nos métodos de medição — como uso de satélites ou estações meteorológicas —, todos apontam para a mesma tendência: os últimos três anos foram os mais quentes do planeta desde o início dos registros, com 2024 ocupando o primeiro lugar nesse ranking.

Além disso, o ECMWF informou que, pela primeira vez, a temperatura média global permaneceu durante três anos seguidos acima de 1,5°C em relação ao período pré-industrial. Esse patamar é considerado crítico por cientistas, pois a partir dele os impactos do aquecimento global tendem a se intensificar, com efeitos que podem ser difíceis de reverter.

Segundo Samantha Burgess, líder estratégica para o clima no ECMWF, cada fração de grau a mais faz diferença, especialmente no aumento de eventos extremos como ondas de calor, secas e tempestades. A especialista também projeta que 2026 deve continuar nessa tendência e figurar entre os cinco anos mais quentes da história recente.


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