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Fotos: redes sociais
Estado

Cão Orelha: Laudo aponta doença degenerativa e infecção óssea antes de morrer

Ainda conforme o documento elaborado pela Polícia Científica, não foi possível determinar a causa da morte do animal.

Luan

Luan

Fotos: redes sociais

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O laudo elaborado pela Polícia Científica após a exumação do cão comunitário Orelha, que morreu no início de janeiro na Praia Brava, em Florianópolis, concluiu que não foi possível determinar a causa da morte do animal. As informações foram divulgadas com exclusividade pelo NSC Total.

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De acordo com o documento, foram identificadas doenças de caráter crônico no organismo do cão, incluindo uma infecção na região maxilar esquerda do crânio e alterações degenerativas na coluna vertebral e nas articulações. No entanto, os peritos não encontraram fraturas ou lesões ósseas que pudessem ser atribuídas a uma ação humana.

Conforme o laudo, foi constatada uma área de porosidade óssea na região maxilar esquerda, compatível com osteomielite , infecção que pode ser causada por bactérias ou fungos. A alteração não foi observada no lado oposto do crânio. A análise aponta que a infecção no Cão Orelha pode ter se originado a partir de uma ferida visível na face do animal, registrada em imagens que circularam nas redes sociais, já que a localização coincide com a área afetada.

Outra hipótese levantada pelos peritos é a presença significativa de cálculos dentários e doença periodontal, que também poderiam ter contribuído para o desenvolvimento da infecção. Apesar das possibilidades, o laudo ressalta que não é possível afirmar com precisão a origem do problema devido à ausência de histórico clínico do animal.

O documento destaca ainda que a característica da porosidade óssea indica um processo infeccioso crônico, sem relação com eventual trauma recente. Segundo a análise técnica, entre a suposta ação traumática e o óbito teria transcorrido apenas um dia, intervalo considerado incompatível com o estágio avançado da infecção observada.

Além da osteomielite, os peritos identificaram osteófitos ventrais e laterais nas vértebras, quadro compatível com espondilose deformante, doença degenerativa comum em cães idosos. Também foram constatadas alterações nas tíbias, descritas como proliferação óssea irregular típica de doença articular degenerativa. Conforme o laudo, essas condições não possuem relação com possível trauma recente.

A perícia afirma que todos os ossos foram examinados minuciosamente e que não foram encontradas fraturas ou lesões que indicassem agressão física. Ainda assim, o documento ressalta que a ausência de fraturas não descarta, por si só, a possibilidade de ação contundente contra a cabeça do animal, hipótese que chegou a ser considerada durante a investigação conduzida pela Polícia Civil.

Orelha vivia há cerca de uma década na região da Praia Brava, onde era conhecido pelos moradores. A morte do cão gerou comoção e mobilização da comunidade no início do ano. Conforme divulgado pelo NSC Total, o laudo agora integra o conjunto de elementos analisados pelas autoridades para esclarecer o caso.


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