Casal morto em Água Doce: Defesa de suspeito de ser o mandante do crime diz que ele é inocente
Advogado conversou com exclusividade com o Éder Luiz Notícias; suspeito afirma ter sido incriminado após denunciar um dos adolescentes
O desdobramento da operação realizada na terça-feira (24) que prendeu um homem e apreendeu dois adolescentes, suspeitos do duplo homicídio de um casal de idosos em Água Doce, ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (25). A defesa de Rivaldo José Teixeira, apontado pelas investigações iniciais como o suposto mandante do crime contra os próprios ex-sogros, quebrou o silêncio. A ação realizada pela Polícia Civil aconteceu no Assentamento Oziel, interior do município.
Em entrevista exclusiva ao portal Éder Luiz Notícias, o advogado Dr. Álvaro Alexandre Xavier apresentou a versão do suspeito, classificando as provas atuais como frágeis e revelando uma possível motivação por trás das acusações feitas pelos menores apreendidos.
Boa relação com as vítimas e tese de vingança
Segundo a defesa, Rivaldo nega veementemente qualquer envolvimento e afirma que mantinha um excelente relacionamento com os ex-sogros, frequentando a casa das vítimas regularmente. Para o suspeito, as acusações são infundadas e motivadas por vingança.
O advogado relatou que Rivaldo havia denunciado recentemente um dos menores envolvidos por furtar e agredir outros idosos na região. Essa denúncia teria gerado uma “rixa violenta” do adolescente contra ele.
“Ele acredita que entraram lá para roubar, porque foi logo no dia seguinte em que os idosos recebiam as suas pensões. E aí botaram ele como mandante”, explicou o Dr. Álvaro, apontando que o crime se trataria de um latrocínio (roubo seguido de morte) planejado e executado exclusivamente pelos menores.
Próximos passos na Justiça
O advogado destacou que a prisão atual se baseia em suspeitas e nos depoimentos dos adolescentes, sem que uma apuração mais profunda tenha sido concluída.
A audiência de custódia (ou de garantias) já foi realizada na comarca de Caçador, e o processo está sendo transferido para a comarca de Joaçaba.
“Como a audiência de custódia é feita em cima de uma prisão por suspeita, não se pode requerer nada além de avaliar a legalidade da prisão. O processo deve estar chegando à comarca de Joaçaba, onde terei um acesso maior aos fatos para avaliar os elementos e, com base nisso, pedir a liberdade dele ou o uso de tornozeleira eletrônica”, detalhou o defensor.
Relembre o caso
Os suspeitos são investigados por participação em um crime ocorrido na noite do dia 6 de fevereiro ou na madrugada do dia seguinte. As vítimas são um idoso de 85 anos e sua companheira, de 57 anos.
De acordo com a Polícia Civil de Santa Catarina, as investigações seguem em andamento. A corporação aguarda a conclusão de laudos periciais e realiza novas diligências para esclarecer completamente os fatos e definir a tipificação final do crime
Outro ponto que ainda está sob apuração é a morte de um cachorro encontrado na propriedade. A causa do óbito do animal permanece incerta, e representantes do Instituto Geral de Perícias de Santa Catarina recolheram o corpo para análises técnicas.
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