Caso Cão Orelha: morre indiciado por coação em Florianópolis
Tony Marcos de Souza era tio de um dos adolescentes investigados pela morte do animal e figurava no inquérito.
O empresário Tony Marcos de Souza, de 52 anos, morreu na madrugada desta segunda-feira, dia 13, em Florianópolis, após sofrer um infarto. A informação foi confirmada por seus familiares por intermédio do advogado Rodrigo Duarte da Silva. Souza era um dos três homens indiciados por supostamente coagir uma testemunha no processo que apura a morte do Cão Orelha, caso de grande repercussão ocorrido na capital catarinense. Até o momento, a família não divulgou detalhes sobre o local e o horário do velório ou do sepultamento.
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Tony Marcos de Souza era tio de um dos adolescentes investigados pela morte do animal e figurava no inquérito sob a acusação de interferir no andamento das investigações. Segundo a Polícia Civil, ele e outros dois homens, pais de jovens ligados ao caso, teriam tentado intimidar o vigilante de um condomínio que possuía registros fotográficos fundamentais para a elucidação dos fatos. Devido à natureza da infração, a acusação de coação passou a tramitar em uma Promotoria Criminal comum, de forma paralela ao procedimento que apura os maus-tratos contra o animal, que permanece sob responsabilidade da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente.
De acordo com o entendimento preliminar do Ministério Público de Santa Catarina, os atos de coação teriam sido motivados por desentendimentos pessoais e pela forte repercussão de áudios e imagens que circularam em redes sociais logo após o incidente na Praia Brava. O promotor Fabiano Henrique Garcia observou que os conflitos entre os adultos e a testemunha ocorreram dias após a morte do cão, gerando um desdobramento jurídico específico para apurar a interferência no trabalho policial.
Enquanto isso, a investigação central sobre a morte do Cão Orelha segue em aberto e sem uma definição final. Em abril deste ano, o Ministério Público solicitou novas diligências à Polícia Civil, apontando que o material reunido até então apresenta lacunas e contradições que impedem o fechamento do caso com segurança jurídica. O órgão aguarda a complementação de provas e o aprofundamento das análises técnicas para formar uma posição definitiva sobre as responsabilidades pela morte do animal.
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