Cerco fechado: Apreensões nas praias de Florianópolis disparam 478% neste verão
Mais de 12,5 mil itens irregulares, incluindo facas e alimentos sem higiene, foram apreendidos nesta temporada.
Quem passou pelas praias de Florianópolis nesta temporada percebeu uma movimentação diferente das forças de segurança. Dados divulgados nesta segunda-feira (2) confirmam a percepção: as apreensões de mercadorias irregulares tiveram um salto de 478% no verão de 2026 em comparação à temporada passada.
Segundo a Prefeitura da Capital, entre 15 de dezembro de 2025 e 26 de janeiro de 2026, foram recolhidos 12,5 mil itens. Para se ter uma ideia do volume, na temporada anterior inteira, foram apenas 2.160 apreensões.
O que está sendo recolhido?
As operações integradas (envolvendo Guarda Municipal, PM, Civil e Procon) miram principalmente o comércio ambulante sem licença. Entre os objetos apreendidos estão óculos, redes, caixinhas de som e roupas. Porém, o que chama a atenção é a segurança e a saúde:
- Facas: Diversas armas brancas vendidas livremente na areia foram recolhidas.
- Alimentos: Houve um aumento de 706% na apreensão de carrinhos de comida (milho, drinks, choripan). Muitos operavam com higiene precária e alimentos impróprios/vencidos.
Tensão no Campeche
Nem todas as abordagens foram tranquilas. Na praia do Campeche, uma fiscalização resultou na prisão de um homem que tentou agredir um fiscal e fugiu em direção às dunas e ao mar. A suspeita é de que ele tenha descartado drogas na água. Nesta mesma ação, 11 facas foram apreendidas.
Turismo ilegal
A fiscalização também atingiu os serviços de lazer. Operadores de “Banana Boat” e motos aquáticas (Jet Skis) que vendiam passeios sem licença foram autuados e tiveram equipamentos apreendidos.
A vice-prefeita e secretária de Segurança, Maryanne Mattos, atribui o recorde de apreensões à intensificação das vistorias diárias e ao apoio de voluntários (Agentes Comunitários de Segurança).
Informações de NSC
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