Com 60% de chance de sobreviver, bebê vence hérnia diafragmática e emociona família de Treze Tílias
O bebê Pedro Brustolin de Oliveira tinha uma malformação grave e poderia não sobreviver após o nascimento.
Reportagem: Milton Lemke
Uma ultrassonografia de rotina no final da gestação mudou completamente a vida de uma família trezetiliense. Um exame, realizado nas 37 semanas de gravidez, revelou que o bebê Pedro Brustolin de Oliveira tinha uma malformação grave e poderia não sobreviver após o nascimento.
O diagnóstico foi de hérnia diafragmática congênita, uma condição rara em que existe um orifício no diafragma, permitindo que órgãos do abdômen ocupem o espaço do pulmão, comprometendo o desenvolvimento respiratório do bebê. Segundo os médicos, as chances de sobrevivência eram de cerca de 60%.
De acordo com o obstetra Heriberto Agudello Enriquez, que acompanhava a gestação, a condição não é comum. Ele explica que a hérnia diafragmática congênita ocorre em cerca de um a cada 2.500 a 5.000 nascimentos.
Após a descoberta, a família iniciou uma corrida contra o tempo em busca de atendimento especializado. O acompanhamento passou por Videira, Curitiba e posteriormente Florianópolis, onde foi definido o plano para o nascimento e tratamento do bebê.
Pedro nasceu com 39 semanas e um dia, por meio de cesariana programada, cercado por uma equipe médica preparada para agir imediatamente após o parto.
Cinco dias depois, passou por uma cirurgia delicada para correção da condição, após estabilização do quadro clínico. Foram cerca de 30 dias na UTI neonatal, em Florianópolis, período marcado por apreensão e esperança. Durante a internação, Pedro ainda enfrentou um quadro séptico, uma infecção generalizada que agravou o estado de saúde.
O pai, Paulo Ricardo de Oliveira, acompanhou de perto todo o processo. “Era um momento em que a única coisa que podíamos fazer era ter fé e confiar no trabalho dos médicos”, lembra.
A família destaca que, além do atendimento médico, recebeu apoio de amigos, familiares e da comunidade. Uma grande corrente de orações se formou, envolvendo pessoas de diferentes cidades e religiões.
“Quando tudo parecia incerto, muita gente se uniu para rezar por ele. Foi uma força muito grande que sentimos”, conta a mãe Tatiane Brustolin.
A irmã mais velha, Camily Brustolin de Oliveira, também viveu intensamente a recuperação do irmão e hoje ajuda nos cuidados com o bebê.
Segundo a mãe, depois da alta hospitalar, os cuidados continuaram intensos para evitar infecções e garantir o desenvolvimento adequado do pulmão. Pedro segue em acompanhamento com especialistas, realiza fisioterapia respiratória e passa por avaliações periódicas.
Hoje, próximo de completar um ano de vida, ele leva uma rotina considerada normal para a idade. No próximo 11 de março, a família celebra o primeiro aniversário de Pedro, uma data que simboliza superação, fé e gratidão após uma batalha que começou ainda na barriga da mãe.

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