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Santa Catarina

Crime ambiental: Laudo aponta contaminação fecal 160 vezes acima do limite em praia de SC

Moradores da Praia do Tabuleiro, em Barra Velha, denunciam esgoto irregular. Laudo aponta coliformes 160 vezes acima do permitido.

Pedro Silva

Pedro Silva

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Uma iniciativa de moradores revelou um cenário preocupante em uma das praias mais movimentadas do Litoral Norte de Santa Catarina. Um laudo técnico encomendado pela Associação de Moradores do Bairro do Tabuleiro, em Barra Velha, confirmou o despejo irregular de esgoto na Praia do Tabuleiro, com índices de contaminação alarmantes.

O ofício foi protocolado junto ao Conselho Municipal de Saneamento após moradores identificarem mau cheiro e coloração escura na água que sai da rede pluvial (drenagem da chuva) e vai para o mar.

Números Assustadores

A análise laboratorial, realizada em 7 de fevereiro, apontou um índice de coliformes termotolerantes superior a 160.000 NMP/100 mL.

  • Isso representa uma contaminação fecal 160 vezes maior que o limite permitido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
  • O laudo também detectou altos níveis de detergentes e baixa oxigenação na água, características típicas de esgoto doméstico bruto, e não apenas água da chuva.

Ação da Comunidade

O engenheiro ambiental Diego Michereff, morador do bairro, realizou a coleta de forma voluntária, e a Associação pagou pelos exames.

“Existem fortes indícios de ligações de esgoto doméstico sem tratamento ou com tratamento inadequado à rede de drenagem pluvial”, explicou o engenheiro.

Segundo a denúncia, a Praia do Tabuleiro possui cerca de 20 pontos de descarte, e 80% deles operariam sem sistema de filtragem.

O Outro Lado

A Prefeitura de Barra Velha informou que ainda não foi notificada oficialmente pelo Conselho sobre o caso, mas afirmou que já adota medidas preventivas. A administração está em processo de licitação para contratar um serviço de georadar, que fará o mapeamento da rede de drenagem para identificar e punir as ligações clandestinas.

O Conselho Municipal de Saneamento acatou a denúncia e deu prazo de 30 dias para que o município tome providências de fiscalização e tamponamento das saídas irregulares.

Informações de NSC


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