Defesa aponta contradições e homem preso por suposta tentativa de feminicídio em Herval d’Oeste é colocado em liberdade
O caso ocorreu no dia 3 de janeiro. A vítima foi encontrada em via pública com ferimentos de arma branca e pedindo socorro.
Nesta sexta-feira (30), a defesa do homem preso no último dia 3 de janeiro, acusado de uma suposta tentativa de feminicídio na Vila Militar, em Herval d’Oeste, emitiu nota oficial esclarecendo novos desdobramentos do caso. Após 25 dias de reclusão, o investigado foi colocado em liberdade após o escritório Bundchen Advogados, de Joaçaba, apontar inconsistências na versão da suposta vítima.
O Outro Lado: Argumentos da Defesa
Segundo a nota enviada à redação pelo escritório, a prisão em flagrante e a posterior conversão em preventiva basearam-se, inicialmente, apenas no relato da mulher e na gravidade aparente dos fatos. No entanto, o andamento da investigação policial trouxe novos elementos que, segundo a defesa, corroboram a versão do suspeito e isolam o depoimento da denunciante.
Entre os pontos destacados pelos advogados, estão:
- Contradições na Prova: A defesa afirma que a versão do suposto autor encontra respaldo nas provas técnicas e testemunhais, enquanto a palavra da suposta vítima se mostrou “totalmente isolada e em contradição”.
- Violação de Domicílio: Foi relatado que, durante o período em que o homem esteve preso, sua residência foi violada pela suposta vítima — que não morava no local — sem consentimento.
- Origem das Lesões: A defesa levanta a tese, baseada na apuração, de que as lesões sofridas pela mulher podem ter sido causadas por ela mesma no momento da confusão.
“O que nós temos nesse caso específico é a informação de que um senhor de idade já avançada, conhecido na comunidade, sem qualquer registro que o desabone, permaneceu por 25 dias e 25 noites preso injustamente”, destaca a nota da defesa.
Atuação Jurídica e Liberdade Provisória
O advogado Dr. Rai Pelisser Moreira, do escritório Bundchen Advogados, acompanhou as diligências e articulou junto ao Ministério Público e ao Poder Judiciário a soltura do investigado.
A tese aceita para a concessão da liberdade baseou-se na demonstração de que a soltura do homem não representa risco à sociedade ou ao andamento da investigação, e de que a prisão preventiva não poderia se sustentar em um depoimento considerado “contraditório e pouco conclusivo”. O investigado seguirá colaborando com a apuração dos fatos em liberdade.
Relembre o Caso
O fato original ocorreu na noite de sábado, 3 de janeiro, por volta das 20h40. Na ocasião, a Polícia Militar foi acionada para dar apoio ao Corpo de Bombeiros na Vila Militar, onde uma mulher foi encontrada em via pública com ferimentos de arma branca e pedindo socorro. Ela foi encaminhada ao Hospital Universitário Santa Terezinha e o homem foi detido no local.
Com os novos esclarecimentos e o avanço do inquérito, o caso segue agora para as próximas etapas judiciais, onde se buscará, segundo a defesa, “a verdade real dos fatos”.
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