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Solidariedade
Defesa Civil de Santa Catarina distribui itens de assistência humanitária às famílias atingidas pelas chuvas
Estado contabiliza 63 municípios atingidos, 310 desabrigados e 828 desalojados. Defesa Civil envia mantimentos para regiões afetadas.
A Defesa Civil de Santa Catarina intensificou a resposta aos estragos causados pelos temporais que atingem o estado. Segundo o boletim divulgado nesta quarta-feira (23), 63 municípios já registraram ocorrências graves, contabilizando 310 pessoas desabrigadas, 828 desalojadas e 916 residências danificadas. Diante do quadro crítico, 11 municípios já decretaram Situação de Emergência.
Para mitigar os impactos e prestar socorro imediato às comunidades, o Governo do Estado iniciou a distribuição de Itens de Assistência Humanitária (IAH). Os municípios de São Joaquim, Criciúma e Campo Erê formalizaram os primeiros pedidos de suprimentos de emergência.
Remessa de mantimentos e materiais de reconstrução
As demandas enviadas pelas prefeituras e atendidas pela Defesa Civil estadual englobam:
- São Joaquim e Criciúma: Recebimento de água potável, cestas básicas, kits de higiene pessoal, produtos de limpeza doméstica, colchões de solteiro e casal, além de conjuntos de acomodação;
- Campo Erê: Envio de telhas, cumeeiras, colchões de casal e kits de acomodação para famílias que tiveram os telhados destruídos.

Cidades em Situação de Emergência e quadro regional
Até a manhã desta quarta-feira, decretações oficiais de Situação de Emergência foram formalizadas por Timbé do Sul, Criciúma, Turvo, São Joaquim, Campo Erê, Araranguá, Forquilhinha, Ermo, Meleiro, Bom Jardim da Serra e Nova Veneza. O município de Porto União está em fase final de homologação do decreto após registrar 203 desabrigados, 241 desalojados e a abertura de cinco abrigos públicos.
No Sul catarinense, a situação exige atenção contínua. Em Araranguá, o volume de chuva ultrapassou 160 mm, fazendo o Rio Araranguá extravasar e atingir dezenas de casas nos bairros Barranca e Baixadinha. Em Timbé do Sul, comunidades continuam isoladas e a Serra da Rocinha segue totalmente bloqueada devido a quedas de barreiras. Em Nova Veneza, a força das enxurradas destruiu duas pontes.
A Defesa Civil e os órgãos municipais permanecem em alerta e monitoram o nível das bacias hidrográficas e o risco de novos deslizamentos de terra.
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