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Corte dos primeiros cachos que marcaram a abertura da Vindima foi feito pelos pioneiros.
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Emoção, fé e o cheiro da uva: acompanhamos a abertura da histórica I Vindima de Pinheiro Preto

I Vindima de Pinheiro Preto foi aberta neste sábado, 17. A programação vai até março e celebra a colheita da uva.

Éder Luiz

Éder Luiz

Corte dos primeiros cachos que marcaram a abertura da Vindima foi feito pelos pioneiros.

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Por Éder Luiz

Era impossível não se emocionar. O cenário era a Vinícola Duelo, na Linha Santo Isidoro, em Pinheiro Preto, mas a sensação era de estar em um filme de época. O som das orações em italiano, na missa rezada no idioma logo cedo, se misturava ao aroma adocicado das uvas maduras, prontas para a colheita. Foi ali, em meio aos parreirais e sob os olhares atentos da comunidade, que a Capital Catarinense do Vinho abriu oficialmente, neste fim de semana, a sua I Vindima.

A missa rezada em italiano deu início a Vindima em Pinheiro Preto.

Não foi apenas um evento formal. Foi um resgate. O corte simbólico dos primeiros cachos não foi feito por autoridades de terno, mas pelas mãos de quem construiu essa história: os descendentes dos imigrantes.

Conversei ali mesmo com o prefeito Mauro Osmarin, que não escondia o orgulho. Ele me disse: “O vinho é o motor do nosso município, começou lá em 1917. Estamos resgatando nossa história e mostrando para Santa Catarina o que temos de melhor: vinho, paisagens e gastronomia”.

O retorno dos jovens

Hoje são as novas gerações que cultivam costumes dos antepassados, como a pisa da uva.

Enquanto acompanhava a movimentação, bati um papo com a Mariana Boesing, Diretora de Turismo e proprietária da Makhall Gastronomia, pioneira na Vindima. O que ela me contou explica muito sobre a energia vibrante do evento. Segundo ela, Pinheiro Preto está vivendo o inverso do êxodo rural.

“Teve um pessoal mais jovem que saiu e hoje está voltando para as propriedades. Estamos vivendo uma transição geracional, onde unimos a experiência dos mais velhos com as ideias dos mais novos”, me explicou ela. É bonito ver que os filhos e netos estão voltando para continuar o legado dos pais e avós, agora com foco no turismo.

O que espera o turista na Vindima de Pinheiro Preto?

Mesa farta com a produção local em meio aos parreirais.

Durante o evento na Duelo, encontrei outros produtores que vieram prestigiar a abertura e que estão com as portas abertas para receber os visitantes nas próximas semanas.

David Farina, da Vinícola Farina, é filho e neto dos pioneiros do plantio da uva na região, ele estava entusiasmado e me garantiu: “A uva desse ano está com uma qualidade excepcional”. Ele e a família prepararam passeios lúdicos, inclusive com o famoso “Jerico”.

Já a Julia Peri, da Vinícola da Serra, reforçou o convite para quem gosta de bastidores. “Preparamos uma recepção especial, com degustação harmonizada. Estamos esperando todos com muita alegria”.

Também conversei com Alexandre Picoli, presidente da Associação Visite Pinheiro Preto. Ele define o momento como um divisor de águas: “Hoje, as vinícolas e o trade turístico falam a mesma língua. Quem visita o município encontra um setor organizado, pronto para oferecer uma experiência acolhedora e de qualidade”. Gelci Daros, gerente regional do do Sebrae/SC destacou que: “todos os empreendimentos passaram por consultorias de gestão. Hoje, Pinheiro Preto entrega um turismo profissionalizado”.

Programe-se

A abertura foi linda, mas a festa continua até março. O visitante poderá encontrar desde a “pisa da uva” e piqueniques nos parreirais (o tal do merendim) até inovações como cerveja de uva.

Vale a pena sair da sua cidade e viver essa experiência. Como disse a Mariana: “O rural já está pronto e bonito, agora estamos prontos para receber”.

Serviço:

Para agendar visitas nas vinícolas e conferir a programação completa, acesse o Instagram: @visitepinheiropreto.

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