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(Foto: Prefeitura de Capão Alto)
Região

Estiagem provoca prejuízos milionários e leva cidades do Meio-Oeste a decretar emergência

Queda na produção de soja, milho e feijão já causa perdas superiores a R$ 100 milhões na região, de acordo com informações da Epagri.

Luan

Luan

(Foto: Prefeitura de Capão Alto)

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A falta de chuva registrada no início deste ano tem causado fortes impactos na agricultura de municípios do Meio-Oeste e da Serra de Santa Catarina. Ao menos 12 cidades já decretaram situação de emergência devido à estiagem, enquanto os pedidos ainda passam por avaliação da Defesa Civil de Santa Catarina. As informações foram divulgadas pelo NSC Total.

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De acordo com levantamentos técnicos da Epagri, a queda na produtividade de culturas como soja, milho e feijão já gera prejuízos superiores a R$ 100 milhões em diferentes municípios. A estiagem prolongada afetou diretamente o desenvolvimento das lavouras, especialmente entre janeiro e fevereiro, período em que diversas localidades registraram pouca ou nenhuma chuva.

Um dos municípios mais afetados é Campos Novos, no Meio-Oeste catarinense, onde as perdas já ultrapassam R$ 47 milhões. Levantamento da prefeitura aponta que cerca de 5,5 mil hectares de lavouras foram prejudicados, principalmente nas culturas de soja, milho e feijão. Além disso, aproximadamente 7 mil hectares de áreas utilizadas para pastagem e produção de silagem também sofreram impactos devido à escassez de água.

Na Serra catarinense, o município de Campo Belo do Sul estima prejuízos de aproximadamente R$ 45 milhões. Segundo dados locais, a produção de milho teve queda de 37%, o feijão registrou redução de 40% e a soja, cultivada em cerca de 14 mil hectares, apresentou perdas de até 50%.

De acordo com o prefeito Célio Pereira, o município passou praticamente todo o período entre 6 de janeiro e o final de fevereiro sem chuvas significativas, situação que comprometeu seriamente as lavouras e afetou produtores rurais da região. Em algumas comunidades do interior, inclusive, foi necessário recorrer ao abastecimento de água por meio de caminhões-pipa.

Outros municípios também registram prejuízos expressivos. Em Anita Garibaldi, as perdas são estimadas em cerca de R$ 25 milhões, com destaque para a cultura do milho, que teve aproximadamente 60% da produção comprometida. Já em Cerro Negro, o feijão foi uma das culturas mais afetadas, com redução de cerca de 50% na produção e prejuízo total estimado em R$ 30 milhões.

A estiagem também levou a prefeitura de Capão Alto a decretar situação de emergência. Até o final de fevereiro, os danos na agropecuária ultrapassavam R$ 21 milhões, atingindo lavouras de soja, milho, feijão e abóbora moranga, além da pecuária leiteira. O abastecimento de água também sofreu impactos na região.

As administrações municipais seguem monitorando a situação e aguardam a análise dos decretos pelo governo estadual para que possam acessar recursos e medidas de apoio aos produtores afetados pela estiagem.


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