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Foto: Ricardo Trida, Secom
Santa Catarina

Ex-chefe da Polícia Civil vira alvo do MPSC no caso Orelha

A promotoria apura se ele cometeu abuso de autoridade ao utilizar meios de comunicação para antecipar a culpa de envolvidos

Éder Luiz

Éder Luiz

Foto: Ricardo Trida, Secom

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O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instaurou um inquérito para investigar o ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, por suspeita de irregularidades. A apuração foca na conduta do ex-chefe da corporação durante as investigações sobre a morte do cão Orelha, que gerou forte comoção após ser morto a pauladas em janeiro, no estado.

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A investigação do Ministério Público baseia-se em três suspeitas principais. A promotoria apura se o ex-delegado cometeu abuso de autoridade ao utilizar meios de comunicação e redes sociais para antecipar a culpa de envolvidos antes do fim das apurações. Além disso, o inquérito investiga o possível vazamento de informações sigilosas e se houve uso do cargo público para promoção pessoal.

A atual fase da investigação é um desdobramento de uma apuração preliminar iniciada em fevereiro. A mudança ocorreu após o MPSC analisar diversas denúncias sobre a postura do então chefe da Polícia Civil e concluir que havia indícios suficientes para aprofundar o caso.

Agora, Ulisses Gabriel tem um prazo de 15 dias para apresentar sua defesa sobre as acusações e as provas reunidas.

Ao se pronunciar sobre o caso, o ex-delegado afirmou que ainda não foi notificado oficialmente pelo MPSC. Ele negou irregularidades e disse não ver motivos para acusações de abuso de autoridade, destacando que não foi o responsável por conduzir a investigação do caso. Segundo Gabriel, sua atuação limitou-se a representar a Polícia Civil como porta-voz, uma tarefa que ele classificou como uma obrigação natural de sua antiga função de chefia.


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