Danieli serviu por cerca de cinco anos no Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA. (Arquivo pessoal)
A “Operação Resolução Absoluta”, que resultou na captura de Nicolás Maduro e sua esposa na Venezuela neste início de janeiro, chamou a atenção do mundo pela precisão cirúrgica e pelo poderio militar. Mas, para entender os detalhes táticos dessa ofensiva, buscamos a visão de quem conhece as Forças Armadas norte-americanas por dentro: Alexandre Danieli, natural de Joaçaba.
Nascido no Meio-Oeste de Santa Catarina, Danieli vive nos Estados Unidos há 19 anos. Sua trajetória militar é marcada pela elite: ele serviu por cerca de cinco anos no Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA (US Marine Corps), tendo participado ativamente da Guerra do Afeganistão e de outras missões militares complexas.
Com essa bagagem de combate real, o joaçabense analisou os bastidores da ação que retirou Maduro do poder.
Para o veterano, a escolha da unidade Delta Force para invadir o Palácio de Miraflores não foi aleatória. Ela sinalizou a intenção clara do comando: capturar o alvo vivo.
“A Delta Force é um grupo de elite para captura e resgate. Se eles tivessem mandado os Navy SEALs, que são os mais famosos aí dos filmes, a missão seria para extermínio do alvo. Essa é uma das grandes diferenças técnicas”, explica Danieli.
Ele ressalta que, embora a operação tenha sido de grande escala, houve uma preocupação técnica em minimizar baixas diretas (casualidades) entre os oponentes, focando na neutralização. “Eles atiraram para machucar e depois ajudaram a acudir o pessoal que foi ferido”, detalha, citando que o foco era a segurança de Maduro na pista de voo e no palácio.
Outro ponto que impressionou foi o número de aeronaves — dados indicam mais de 150 envolvidas, embora Danieli destaque o impacto visual de pelo menos 50 delas na ação direta. Para o ex-fuzileiro, essa tática de força excessiva teve um objetivo psicológico.
“Logicamente o maior impacto foi mandar essa quantidade de aeronaves. Não precisaria, mas foi meio que um recado para a América do Sul sobre qual é o poderio militar dos EUA”, conclui.
A análise do joaçabense traz uma perspectiva única: a de que a operação foi calculada não apenas para cumprir um mandado de prisão internacional, mas para reafirmar a hegemonia militar na região.
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