Ex-namorado é denunciado por feminicídio de estudante do Oeste no Paraguai
Suspeito está foragido e é alvo de pedido de captura internacional, segundo o MP. Crime foi registrado na última sexta-feira.
O Ministério Público do Paraguai denunciou por feminicídio o brasileiro Vitor Rangel Aguiar, de 27 anos, suspeito de matar a estudante de medicina Julia Vitoria Sobierai Cardoso, de 22 anos. A informação foi divulgada na segunda-feira (27), conforme o G1 SC.
FIQUE POR DENTRO DAS NOTÍCIAS EM TEMPO REAL:
O crime ocorreu na última sexta-feira (24), em Cidade do Leste, onde a jovem morava e cursava medicina. Natural de Chapecó, no Oeste catarinense, Julia também já havia residido em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina.
De acordo com o promotor Osvaldo Zaracho Romero, responsável pelo caso, a vítima foi morta com extrema violência. A autópsia apontou que ela sofreu dezenas de golpes com objetos cortantes, além de ter sido estrangulada.
Saiba mais
- Estudante de medicina do Oeste é morta a facadas no Paraguai
- Estudante de medicina do Oeste morta no Paraguai foi golpeada mais de 60 vezes
O suspeito, que também é brasileiro e estudava medicina no Paraguai, está foragido. O Ministério Público solicitou à Justiça que ele seja considerado oficialmente foragido e que tenha a prisão preventiva decretada assim que for localizado, diante do risco de fuga e possível interferência nas investigações.
As apurações indicam que o crime pode ter sido motivado pela não aceitação do término do relacionamento. Conforme o promotor, o suspeito teria se aproximado novamente da vítima sob o pretexto de conversar e foi até o apartamento onde ela vivia com uma colega, local onde ocorreu o assassinato.
Além disso, as autoridades paraguaias formalizaram um pedido de captura internacional, ampliando as buscas pelo investigado. O caso segue sob investigação e conta com cooperação entre órgãos de segurança do Paraguai e do Brasil. O feminicídio é tipificado na legislação paraguaia como crime grave, com base na lei de proteção integral às mulheres contra a violência.
Nos siga no
Google News