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Brasil e Mundo

Filme nacional disputa 4 prêmios no Oscar neste domingo

Ambientado na ditadura, "O Agente Secreto" acompanha um professor que tenta reconstruir a vida no Recife após deixar São Paulo.

Éder Luiz

Éder Luiz

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O filme brasileiro “O Agente Secreto” disputa quatro estatuetas na cerimônia do Oscar 2026 neste domingo (15), a partir das 20h. Aclamado internacionalmente, o longa do diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho concorre aos prêmios de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Escolha de Elenco e Melhor Ator, com Wagner Moura, representando o audiovisual nacional na maior premiação do cinema mundial.

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Ambientada no auge da ditadura militar brasileira, em 1977, a obra acompanha um professor que tenta reconstruir a vida no Recife após deixar São Paulo. No entanto, o protagonista logo percebe que não consegue escapar de seu passado e passa a ser perseguido em um ambiente de vigilância e paranoia durante o carnaval.

A força histórica e narrativa da produção já garantiu vitórias importantes na atual temporada. No Festival de Cannes, na França, o filme conquistou os prêmios de melhor ator e melhor direção. Já no Globo de Ouro, em janeiro, fez história ao levar os troféus de melhor filme em língua não-inglesa e melhor ator em filme de drama.

Talentos nacionais na tela

Para o público catarinense que acompanhará a premiação na televisão, a força do longa também reside na construção de seu elenco, que integra atores de diferentes regiões do país. Entre os destaques da trama estão três nomes forjados em Minas Gerais, com carreiras consolidadas no teatro e no audiovisual: Laura Lufési, Carlos Francisco e Wilson Rabelo.

A atriz Laura Lufési interpreta Flávia, uma estudante de história que, no tempo presente, investiga a resistência durante a ditadura por meio de materiais de arquivo e fitas cassete. Já o veterano Carlos Francisco dá vida a Seu Alexandre, um projecionista do Cine São Luiz, em um papel que homenageia a cultura cinematográfica da época.

Completando o trio, Wilson Rabelo vive o personagem Chico, figura inserida no núcleo recifense dos anos 1970. O ator retoma a parceria com o diretor Kleber Mendonça Filho, com quem já havia trabalhado no sucesso “Bacurau”, reafirmando a integração de talentos que colocou o cinema brasileiro de volta ao topo das premiações globais.


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