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Gaeco cumpre mandados contra advogados suspeitos de ligação com facções criminosas em Joinville
Operações Policiais

Gaeco cumpre mandados contra advogados suspeitos de ligação com facções criminosas em Joinville

Operação “Impedimentum” busca combater entrada de drogas e celulares nos presídios de Santa Catarina

Pedro Silva

Pedro Silva

Gaeco cumpre mandados contra advogados suspeitos de ligação com facções criminosas em Joinville

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O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) deflagrou na manhã desta segunda-feira (4) uma nova operação em Joinville, no Norte de Santa Catarina. A ação tem como alvo advogados e integrantes de facções criminosas suspeitos de envolvimento em atividades ilícitas dentro e fora do sistema prisional.

Batizada de Operação Impedimentum, a ofensiva busca coibir a entrada de drogas e celulares nos estabelecimentos prisionais do estado. Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos, com o objetivo de recolher documentos e objetos que possam comprovar crimes relacionados à atuação de organizações criminosas, especialmente com a participação de profissionais da advocacia.

Ligação com fase anterior da Operação “Sob Encomenda”

Segundo o Gaeco, a operação é um desdobramento da quinta fase da Operação “Sob Encomenda”, iniciada em 2021, que investiga a cooptação de agentes públicos e advogados por facções criminosas.

Em uma das fases anteriores, uma advogada foi alvo de mandados judiciais por, supostamente, atuar como intermediária de mensagens entre presos e membros da facção em liberdade. Na ocasião, durante buscas realizadas em dezembro de 2024, a mulher teria dificultado o acesso das autoridades ao seu celular com o apoio de familiares.

O Gaeco informou que as ações desta segunda-feira (4) têm como objetivo aprofundar as investigações e garantir novas provas sobre as possíveis condutas criminosas. Os nomes dos alvos e detalhes sobre o que foi apreendido não foram divulgados.

A Operação Sob Encomenda tem como foco a desarticulação da comunicação ilegal entre internos e criminosos em liberdade, além de coibir a entrada de objetos proibidos nos presídios e outras práticas associadas ao crime organizado.


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