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Estado

Gaeco deflagra operações de combate a organizações criminosas no Oeste

Ações ocorreram em cinco cidades e incluem investigação contra advogada suspeita de intermediar comunicação entre presos.

Luan

Luan

Foto: MPSC

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O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), realizou na manhã desta quinta-feira (12) duas operações simultâneas como parte do enfrentamento a grupos criminosos com atuação no Oeste do Estado. As ações foram coordenadas pela 39ª Promotoria de Justiça da Capital, especializada no combate a organizações criminosas em âmbito estadual.

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Uma das frentes corresponde a novos desdobramentos da 5ª fase da Operação “Sodalitas Finis – Casa de Pedra”. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Chapecó, Xanxerê, Ponte Serrada, Blumenau e também em Cascavel, no Paraná. A operação contou com apoio integrado das forças de segurança de Santa Catarina e do Paraná. Durante as diligências, uma pessoa foi presa em flagrante por posse de drogas.

A investigação apura a atuação de uma organização criminosa envolvida, segundo o Ministério Público, com tráfico de drogas em grande escala, homicídios e roubos, entre outros delitos. A fase anterior da operação, deflagrada em junho de 2025, mobilizou mais de 300 agentes e resultou no cumprimento de dezenas de mandados de prisão e de busca e apreensão. O nome “Sodalitas Finis”, expressão em latim que significa “o fim do grupo”, simboliza o objetivo de desarticular a estrutura criminosa com presença em cidades como Xaxim, Xanxerê e Chapecó.

Paralelamente, foi desencadeada a Operação “Bow Tie”, que tem como alvo uma advogada investigada por supostamente utilizar prerrogativas profissionais para intermediar a comunicação entre detentos e pessoas em liberdade, prática conhecida no meio carcerário como “sintonia”. Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Xanxerê, também por determinação da Vara Estadual de Organizações Criminosas.

O nome da operação faz referência ao “nó borboleta” (bow tie), em alusão ao termo “gravata”, utilizado por presos para se referirem a advogados. Conforme o MPSC, a chamada “sintonia” consiste na troca de informações entre internos e membros externos, mecanismo que pode fortalecer e expandir atividades criminosas. As investigações seguem sob sigilo judicial e novas informações poderão ser divulgadas após a publicidade dos autos.


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