Gaeco realiza operação contra esquema de “rachadinha” na região
Mandados foram cumpridos em três municípios e investigação apura crimes contra a administração pública, conforme o MPSC.
Na manhã desta terça-feira (31), o GAECO deflagrou a Operação “Bolso Duplo”, em apoio a uma investigação conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina. A ação tem como foco a apuração de um possível esquema envolvendo crimes como associação criminosa, peculato e concussão, com participação de agentes públicos e particulares ligados à administração municipal de Santa Cecília (popular esquema de rachadinha).
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Durante a operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em três cidades catarinenses. As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, levando em consideração o foro por prerrogativa de função de um dos investigados. Além de Santa Cecília, a operação ocorre também em Navegantes e Balneário Camboriú.
Conforme apurado até o momento, a investigação teve início ainda em 2025, quando a Promotoria de Justiça identificou um caso de nepotismo no município. A partir disso, foi instaurado um inquérito civil que recomendou a exoneração de uma servidora que ocupava cargo público.
Após o afastamento, segundo o Ministério Público, teria sido estruturado um esquema conhecido como “rachadinha”, prática em que parte do salário de servidores é repassada de forma ilegal a agentes políticos responsáveis por indicações ou nomeações. Ainda de acordo com a investigação, o novo ocupante do cargo teria concordado em devolver parte da remuneração a um dos envolvidos, com conhecimento do chefe do Executivo municipal.
Os materiais recolhidos durante as buscas serão encaminhados à Polícia Científica para análise pericial. A partir dos laudos, o GAECO pretende aprofundar as investigações, identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer a extensão do esquema. O processo segue em sigilo, e novas informações devem ser divulgadas conforme o andamento das apurações.
O nome “Bolso Duplo” faz referência à forma como o esquema teria funcionado. Segundo os investigadores, o salário era registrado oficialmente em sua totalidade, simulando legalidade, enquanto parte dos valores era desviada de maneira oculta, como se houvesse um “segundo bolso”, destinado ao repasse irregular.
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