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foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press
Brasil

Goleiro Bruno vira foragido após viagem sem autorização

Pelas normas do benefício legal, era estritamente proibido sair do Rio de Janeiro sem solicitar permissão prévia.

Éder Luiz

Éder Luiz

foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press

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O goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo assassinato da modelo Eliza Samudio, é considerado foragido desde o dia 5 de março. A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão do ex-jogador após ele quebrar as regras de sua liberdade condicional ao viajar para o Acre sem o aval de um juiz, o que motivou o Disque Denúncia a lançar uma campanha por informações sobre o seu paradeiro.

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A infração que gerou o novo mandado de prisão ocorreu em 15 de fevereiro, quando Bruno deixou o estado fluminense para atuar pelo time Vasco-AC. Pelas normas do benefício legal que ele havia conquistado em 2023, era estritamente proibido sair do Rio de Janeiro sem solicitar permissão prévia.

Com a quebra do acordo, a Justiça determinou o retorno imediato do ex-atleta ao regime semiaberto. Como ele não se apresentou às autoridades no prazo estabelecido, passou a ser procurado oficialmente pelas forças de segurança.

Defesa contesta ordem de prisão

A equipe jurídica do goleiro confirmou que o orientou a não se entregar neste momento. A advogada Mariana Migliorini informou que vai recorrer da decisão e prefere aguardar o julgamento desse pedido antes de qualquer apresentação voluntária de seu cliente.

O argumento central da defesa é o receio de que, ao se entregar, Bruno seja colocado em uma cela de regime fechado, mesmo tendo o direito de cumprir a pena no semiaberto. Os advogados classificam essa possibilidade prática do sistema prisional como irregular.

Além disso, a defesa sustenta que Bruno vinha cumprindo todas as suas obrigações judiciais rigorosamente nos últimos três anos. Segundo a advogada, o ex-atleta mantinha o endereço atualizado e comparecia aos locais determinados pela Justiça sempre que era convocado.

Histórico de um crime brutal

Preso originalmente em 2010, Bruno foi condenado três anos depois a mais de 22 anos de cadeia pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado contra a ex-namorada Eliza Samudio.

O assassinato ocorreu porque a modelo cobrava do ex-jogador o reconhecimento da paternidade de seu bebê. A criança, Bruninho Samudio, sobreviveu à tragédia e hoje atua como goleiro nas categorias de base do Botafogo.

Após o crime, que teve forte repercussão internacional, Bruno cumpriu pena em regime fechado por quase uma década. Ele progrediu ao semiaberto em 2019 e conseguiu a liberdade condicional no ano passado, benefício que acaba de ser suspenso devido à fuga.


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