Goleiro Bruno vira foragido após viagem sem autorização
Pelas normas do benefício legal, era estritamente proibido sair do Rio de Janeiro sem solicitar permissão prévia.
O goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo assassinato da modelo Eliza Samudio, é considerado foragido desde o dia 5 de março. A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão do ex-jogador após ele quebrar as regras de sua liberdade condicional ao viajar para o Acre sem o aval de um juiz, o que motivou o Disque Denúncia a lançar uma campanha por informações sobre o seu paradeiro.
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A infração que gerou o novo mandado de prisão ocorreu em 15 de fevereiro, quando Bruno deixou o estado fluminense para atuar pelo time Vasco-AC. Pelas normas do benefício legal que ele havia conquistado em 2023, era estritamente proibido sair do Rio de Janeiro sem solicitar permissão prévia.
Com a quebra do acordo, a Justiça determinou o retorno imediato do ex-atleta ao regime semiaberto. Como ele não se apresentou às autoridades no prazo estabelecido, passou a ser procurado oficialmente pelas forças de segurança.
Defesa contesta ordem de prisão
A equipe jurídica do goleiro confirmou que o orientou a não se entregar neste momento. A advogada Mariana Migliorini informou que vai recorrer da decisão e prefere aguardar o julgamento desse pedido antes de qualquer apresentação voluntária de seu cliente.
O argumento central da defesa é o receio de que, ao se entregar, Bruno seja colocado em uma cela de regime fechado, mesmo tendo o direito de cumprir a pena no semiaberto. Os advogados classificam essa possibilidade prática do sistema prisional como irregular.
Além disso, a defesa sustenta que Bruno vinha cumprindo todas as suas obrigações judiciais rigorosamente nos últimos três anos. Segundo a advogada, o ex-atleta mantinha o endereço atualizado e comparecia aos locais determinados pela Justiça sempre que era convocado.
Histórico de um crime brutal
Preso originalmente em 2010, Bruno foi condenado três anos depois a mais de 22 anos de cadeia pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado contra a ex-namorada Eliza Samudio.
O assassinato ocorreu porque a modelo cobrava do ex-jogador o reconhecimento da paternidade de seu bebê. A criança, Bruninho Samudio, sobreviveu à tragédia e hoje atua como goleiro nas categorias de base do Botafogo.
Após o crime, que teve forte repercussão internacional, Bruno cumpriu pena em regime fechado por quase uma década. Ele progrediu ao semiaberto em 2019 e conseguiu a liberdade condicional no ano passado, benefício que acaba de ser suspenso devido à fuga.
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