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REUTERS/Khalil Ashawi
Brasil e Mundo

Guerra no Oriente Médio passa de 2 mil mortos em 12 países

O conflito generalizado começou após os EUA e Israel lançarem ataques contra o Irã, provocando uma série de retaliações.

Éder Luiz

Éder Luiz

REUTERS/Khalil Ashawi

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A escalada da guerra no Oriente Médio já deixou mais de 2 mil mortos em 12 países desde 28 de fevereiro. O conflito generalizado começou após os Estados Unidos e Israel lançarem ataques contra o Irã, provocando uma série de retaliações armadas que rapidamente arrastaram nações vizinhas e potências globais para o centro de uma crise sem precedentes recentes.

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O Irã é o país com o maior número de vítimas até o momento. Segundo levantamentos de agências internacionais e autoridades diplomáticas, cerca de 1.300 iranianos perderam a vida nas últimas duas semanas. O balanço exato ainda é incerto e pode ser maior, dependendo da confirmação de 104 mortes ocorridas em um navio de guerra atingido pelos americanos na costa do Sri Lanka.

O Líbano é a segunda nação mais afetada, somando 773 vítimas fatais, incluindo mais de 100 crianças. O território libanês foi inserido no campo de batalha após o grupo Hezbollah, aliado do governo iraniano, entrar na disputa e realizar ofensivas diretas em apoio a Teerã.

Baixas militares e impacto regional

Os Estados Unidos confirmaram a perda de 13 militares desde o início das hostilidades. Sete soldados morreram em combates diretos durante as operações contra as forças iranianas, enquanto outros seis perderam a vida devido à queda de uma aeronave militar americana no Iraque.

Do lado de Israel, o serviço de emergência registrou 12 mortes até agora. A maior parte das vítimas fatais ocorreu durante um ataque com mísseis iranianos que atingiu a região de Beit Shemesh, próxima a Jerusalém, além da baixa de dois soldados no sul libanês.

A violência ultrapassou as fronteiras dos principais envolvidos, atingindo civis e agentes de segurança em diversas nações árabes. Países como os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait contabilizam seis mortos cada, vítimas de bombardeios iranianos e confrontos coordenados na região.

Crise atinge nações vizinhas e tropas estrangeiras

Na Síria, um míssil iraniano destruiu um prédio no sul do país, matando quatro pessoas. Já Omã, que antes do conflito atuava como mediador diplomático entre americanos e iranianos, registrou três mortes após ataques com drones em uma zona industrial e o bombardeio a um navio-tanque.

Arábia Saudita e Bahrein também não escaparam dos reflexos da guerra. Cada um dos países relatou a morte de duas pessoas após áreas residenciais e civis serem atingidas por projéteis disparados durante o cruzamento de fogo entre os países beligerantes.

A crise de segurança afeta até mesmo as forças europeias presentes no Oriente Médio. A França confirmou a morte de um soldado e ferimentos em outros seis após um ataque com drone no norte do Iraque, onde as tropas francesas realizavam missões de treinamento antiterrorista.


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