Homem é condenado a mais de 100 anos por vários crimes em SC
Condenação envolve estupro, roubos e extorsão mediante sequestro cometidos entre 2021 e 2022.
Um homem foi condenado a 106 anos, um mês e 21 dias de prisão em regime fechado por uma sequência de crimes de extrema gravidade cometidos nos municípios de Araranguá e Balneário Arroio do Silva, no Sul de Santa Catarina. A sentença é resultado de investigações conduzidas pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) de Araranguá, com denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). As informações são da NSC Total.
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De acordo com a decisão judicial, o réu foi responsabilizado por crimes de estupro, roubo qualificado e extorsão mediante sequestro. Mesmo com a condenação, não houve decretação de prisão preventiva neste processo específico, já que o homem já está preso, cumprindo pena elevada por outros crimes no Rio Grande do Sul.
Conforme apurado pelo MPSC, o acusado agia de forma planejada. Ele utilizava sites e plataformas de acompanhantes para se passar por cliente e marcar encontros com mulheres. Durante esses encontros, fazia uso de arma de fogo para render as vítimas, cometia violência sexual, restringia a liberdade e subtraía dinheiro, celulares e outros pertences. Em algumas situações, as vítimas eram mantidas em cárcere para que familiares fossem coagidos a pagar valores em troca da liberação.
O primeiro caso relatado na denúncia ocorreu em outubro de 2021. Após atrair a vítima sob o pretexto de um encontro, o homem a manteve sob ameaça durante toda a noite e exigiu dinheiro de um familiar no dia seguinte. Somente após o pagamento, a vítima foi libertada.
O promotor de Justiça Gabriel Ricardo Zanon Meyer destacou que o condenado se aproveitava da vulnerabilidade das vítimas para praticar os crimes de maneira recorrente. Para ele, a decisão judicial reconhece tanto a gravidade dos atos quanto a forma sistemática com que foram cometidos. “A condenação demonstra que crimes dessa natureza são tratados com a devida seriedade e que nenhuma vítima fica sem amparo”, afirmou.
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