Homem é condenado a mais de 70 anos por matar a própria filha no Oeste
Julgamento durou mais de 10 horas e considerou feminicídio, sequestro e ocultação de cadáver. O crime ocorreu em maio de 2025
Um homem de 42 anos foi condenado a mais de 70 anos de prisão pelo assassinato da própria filha, uma criança de apenas 1 ano e 9 meses, em um crime ocorrido no Oeste de Santa Catarina. A decisão foi anunciada na sexta-feira (10), após um longo julgamento no Fórum da comarca de Ponte Serrada. As informações são do Portal Oeste Mais.
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O réu, Valmir Rodrigo Pegoraro, foi sentenciado pelos crimes de feminicídio, sequestro e ocultação de cadáver. A pena total chegou a 71 anos de reclusão, sem direito de recorrer em liberdade.
De acordo com o Tribunal de Justiça de Santa Catarina, a maior parte da pena — 60 anos — refere-se ao feminicídio. O conselho de sentença considerou agravantes como o fato de a vítima ser menor de 14 anos, o uso de asfixia e a dificuldade de defesa da criança. A confissão do crime foi levada em conta como atenuante.
Pelo crime de sequestro, a pena fixada foi de oito anos, com agravantes por se tratar da própria filha, menor de idade e pelo sofrimento causado. Já pela ocultação de cadáver, foram definidos três anos de prisão, também com agravantes como reincidência e motivo considerado torpe.
O caso teve grande repercussão na região. Familiares da vítima, Hosana Esmeralda Silva Pegoraro, acompanharam o início do julgamento do lado de fora do fórum, pedindo justiça.
Segundo as investigações, o crime ocorreu em maio de 2025. O homem teria saído com a filha do município de Abelardo Luz, levado a criança até uma área de mata no interior de Vargeão e cometido o assassinato. O corpo foi localizado no dia seguinte, em uma área próxima à divisa com Faxinal dos Guedes.
Durante o julgamento, que se estendeu por mais de 10 horas, foram ouvidas testemunhas e exibidos depoimentos em vídeo. O réu optou por responder apenas às perguntas da defesa e dos jurados, sem se manifestar diante dos questionamentos do Ministério Público.
Ao final dos debates entre acusação e defesa, o conselho de sentença — formado por cinco mulheres e dois homens — decidiu pela condenação. Após a leitura da sentença, o réu foi encaminhado diretamente para a penitenciária de Chapecó, onde permanece à disposição da Justiça.
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