Hospitais de SC enfrentam alta no preço de medicamentos
Após queda, preço de medicamentos hospitalares sobe 0,12% em fevereiro. Entenda o impacto das tensões no Oriente Médio nos hospitais de SC.
Os hospitais de Santa Catarina e do restante do país voltaram a pagar mais caro por medicamentos em fevereiro. Após nove meses seguidos de barateamento, os preços subiram 0,12% nas negociações com fornecedores. A alta, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio e pelo impacto nos custos de transporte global, acende um alerta para os gestores de saúde catarinenses, que agora lidam com contratos mais caros para manter o atendimento à população.
Embora o índice de fevereiro seja considerado moderado, ele marca uma mudança de rota no mercado. Segundo dados da Fipe e da empresa de tecnologia em saúde Bionexo, a variação acumulada nos últimos 12 meses ainda é de queda (1,96%), mas a tendência atual aponta para o encarecimento. A principal causa é a dependência estrutural do Brasil: até 95% da matéria-prima usada na fabricação de remédios na América Latina vem do exterior, principalmente da Índia e da China.
Com a crise no Oriente Médio, rotas marítimas importantes foram afetadas e o preço do petróleo subiu. Isso encarece diretamente a produção e o frete de itens básicos para o dia a dia das UTIs e alas de internação em Santa Catarina, como antibióticos e analgésicos de uso contínuo.
O Ministério da Saúde afirma que monitora o cenário global e garante que, neste momento, não há risco de falta de remédios. O impacto imediato é financeiro. Para as unidades de saúde, a dificuldade passa a ser a falta de previsibilidade na hora de comprar os produtos.
Fornecedores já estão repassando os custos logísticos e as oscilações do dólar para os novos contratos. Especialistas do setor de saúde orientam que as redes hospitalares catarinenses antecipem suas negociações e acompanhem de perto as mudanças no mercado internacional para evitar que o aumento nos custos comprometa os caixas das instituições ou o acesso dos pacientes aos tratamentos.
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