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Feminicídio

Identificada idosa morta pelo marido em São Domingos; crime ocorreu na véspera de Páscoa

Ana Leda Santoro, de 67 anos, foi morta pelo marido em São Domingos na véspera de Páscoa. O autor confessou o crime à filha.

Pedro Silva

Pedro Silva

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Foi identificada como Ana Leda Santoro, de 67 anos, a vítima de um brutal feminicídio registrado na manhã deste Sábado de Aleluia (04), na zona rural de São Domingos, no Oeste catarinense. O crime, que chocou a pequena cidade de pouco mais de 10 mil habitantes, foi cometido pelo próprio marido da vítima, um homem de 71 anos. O caso ganha contornos de extrema crueldade pelo fato de o autor ter confessado o assassinato à própria filha do casal logo após o ocorrido.

De acordo com as informações oficiais da Polícia Militar de Santa Catarina, a guarnição foi acionada por familiares por volta das 7h, após receberem a notícia da morte. Ao chegarem à residência da família, localizada no interior do município, os policiais encontraram Ana Leda já sem sinais vitais. O corpo apresentava indícios claros de morte violenta, com sinais de estrangulamento, o que motivou o isolamento imediato da área para perícia.

Confissão e Prisão em Flagrante

Relatos de familiares indicam que o suspeito ligou para a filha por volta das 5h da manhã deste sábado, admitindo ter matado a esposa. Após o telefonema, o idoso iniciou uma tentativa de fuga, deslocando-se para o interior do município de Irati, localizado a aproximadamente 320 quilômetros de São Domingos.

No entanto, a resposta das forças de segurança foi rápida. Graças ao cerco montado pela Polícia Militar, o homem foi localizado e preso em flagrante ainda na manhã de hoje. A Polícia Científica realizou os trabalhos técnicos na residência para coletar provas que auxiliem na investigação.

Investigação em curso

O corpo de Ana Leda Santoro foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os exames necroscópicos que confirmarão a causa exata do óbito. A Polícia Civil de Santa Catarina assumiu o caso e deve ouvir vizinhos e familiares nos próximos dias para entender se havia um histórico de violência doméstica ou medidas protetivas envolvendo o casal. Este é mais um caso que entra para as tristes estatísticas de feminicídio no interior do estado, reforçando a necessidade de vigilância e proteção às mulheres.


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