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Foto: PF / Divulgação
Brasil

Igreja fecha após prisão de pastor por fraude bilionária

O fechamento ocorreu menos de duas semanas após a prisão do pastor e presidente do templo.

Éder Luiz

Éder Luiz

Foto: PF / Divulgação

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A Igreja Batista da Lagoinha encerrou as atividades de sua unidade no bairro Belvedere, em Belo Horizonte (MG), no último domingo (15). O fechamento do espaço ocorreu menos de duas semanas após a prisão do pastor e presidente do templo, Fabiano Zettel, investigado pela Polícia Federal por envolvimento em um esquema bilionário de fraudes financeiras.

Localizada em uma área nobre da capital mineira, a igreja tinha estrutura para receber mais de duas mil pessoas. A direção geral da Lagoinha confirmou o fim das operações no local, mas evitou explicar os motivos exatos da decisão, limitando-se a informar que Zettel já havia sido afastado de suas funções pastorais em novembro do ano passado.

Apesar do encerramento físico, o registro oficial da organização religiosa segue ativo. Documentos de inteligência financeira revelam que o pastor movimentou quase R$ 100 milhões em um período de apenas sete meses, quantia considerada pelas autoridades como incompatível com a sua renda.

Atuação empresarial e histórico de prisões

Fabiano Zettel, que é cunhado do também investigado Daniel Vorcaro, foi alvo da Polícia Federal no dia 4 de março. Antes disso, em janeiro, ele já havia sido detido no Aeroporto de Guarulhos (SP) ao tentar embarcar em um avião particular com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, sendo liberado na sequência.

Além do histórico religioso, o investigado possui forte atuação no mercado corporativo. Ele é fundador de um fundo de investimentos focado em comprar participações de empresas de capital fechado e atua como sócio em diversos negócios da família, incluindo transações imobiliárias milionárias em Brasília.

O empresário também ganhou projeção política nacional nas eleições de 2022, quando foi o maior doador das campanhas do ex-presidente Jair Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, com repasses que somaram R$ 5 milhões. Procurada para comentar o caso, a defesa de Zettel informou que não irá se manifestar.


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