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Foto: Arquivo pessoal
Santa Catarina

Infestação de mosquitos muda a rotina e obriga moradores a usarem casacos durante o calor em SC

A prefeitura está adotando medidas emergenciais para o enfrentamento do problema, que atinge com maior intensidade áreas rurais

Éder Luiz

Éder Luiz

Foto: Arquivo pessoal

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A cidade de Ilhota, no Vale do Itajaí, enfrenta uma grave infestação de maruins, pequenos insetos cuja picada provoca forte irritação e coceira intensa na pele. A situação tem transformado drasticamente o cotidiano dos cerca de 17 mil habitantes do município catarinense. Segundo informações da prefeitura, divulgadas nesta quarta-feira (8), o governo municipal está adotando medidas emergenciais para o enfrentamento do problema, que atinge com maior intensidade áreas rurais como a região do Braço do Baú.

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Moradores relatam que o incômodo é tão severo que, mesmo com temperaturas atingindo a marca de 34,2°C nos últimos dias, é necessário utilizar calças, casacos e até luvas para evitar os ataques. A moradora Jaqueline Fischer descreve o cenário como uma privação de liberdade, afirmando que as famílias se tornaram prisioneiras em suas próprias casas, mantendo portas e janelas fechadas e utilizando ventiladores constantemente para tentar afastar os insetos durante as refeições. A situação é ainda mais delicada para crianças e pessoas alérgicas, que apresentam inchaços significativos e lesões na pele após as picadas.

A dificuldade no controle da infestação reside na ausência de um produto específico com eficácia comprovada contra o inseto, obstáculo técnico que também foi registrado recentemente na cidade vizinha de Luiz Alves. A administração municipal de Ilhota reforça que busca soluções viáveis para conter o avanço do mosquito, enquanto a população recorre ao uso contínuo de repelentes e óleos corporais como única forma de proteção imediata contra as nuvens de insetos que invadem as residências.

Especialistas da Universidade Federal de Santa Catarina explicam que apenas as fêmeas do maruim picam, utilizando o sangue como suplemento para a produção de ovos. Além do desconforto e da queimação característica, a alta densidade populacional desses insetos eleva o risco de transmissão de patógenos. Entre as preocupações de saúde pública está a Febre do Oropouche, doença que apresenta sintomas semelhantes aos da dengue, como febre e dores nas articulações, o que reforça a necessidade de vigilância constante por parte das autoridades sanitárias e da população local para evitar complicações maiores.


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