Jornalismo de luto: morre aos 80 anos o jornalista e publicitário Plínio Ritter, em Chapecó
Com mais de seis décadas dedicadas à comunicação, Ritter fez história no rádio e na televisão do Sul do Brasil.
A comunicação catarinense perdeu nesta quinta-feira (26) um de seus grandes nomes. A Associação Catarinense de Imprensa (ACI)/Casa do Jornalista emitiu nota lamentando profundamente o falecimento do jornalista e publicitário Plínio Ritter, aos 80 anos, na cidade de Chapecó.
Dono de uma trajetória irretocável, Plínio Ritter vivia a comunicação desde a infância. Começou aos 13 anos de idade, entregando jornais em cidades do interior do Rio Grande do Sul. O ingresso no jornalismo profissional ocorreu em 1960, na Rádio Montenegro FM, onde atuou como narrador esportivo e apresentador. Em 1967, passou a trabalhar como freelancer na Rádio São Francisco, de Caxias do Sul, e na Rádio Garibaldi.
Trajetória de pioneirismo e sucesso
No ano de 1976, Ritter transferiu-se para Erechim (RS), assumindo a função de comentarista na TV Alto Uruguai (RBS), atuando simultaneamente como correspondente do Jornal Zero Hora e comentarista na Rádio Erechim. Com visão empreendedora, fundou no mesmo ano o “Hora Política”, focado em assessoria de comunicação política e articulação parlamentar.
O talento para o esporte o levou a participar, a partir de 1979, da transmissão de vários Jogos Abertos pela TV Lages (SBT). Em Chapecó, sua voz ficou marcada nas transmissões da Rádio Chapecó, narrando diversas modalidades esportivas, com destaque especial para o voleibol e as memoráveis participações do Frigorífico Chapecó em campeonatos estaduais e nacionais.
Ao longo das décadas seguintes, Plínio Ritter consolidou seu nome nos principais veículos de Santa Catarina. Em 1986, retornou como comentarista esportivo na RBS TV Chapecó, tornou-se colunista do Diário Catarinense e comentarista da Rádio Atlântida FM. Em 1992, integrou a equipe da TV Barriga Verde (Band) e, a partir de 1998, passou a atuar como comentarista na antiga TV O Estado (atual NDTV Chapecó).
Reconhecimento
Além do trabalho nos microfones e nas telas, Ritter também teve atuação de classe, sendo presidente do Clube de Imprensa de Chapecó.
Sua dedicação ininterrupta rendeu justas homenagens em vida. Em 2010, foi homenageado pela Associação Catarinense de Imprensa (ACI) pelos 50 anos de atuação no jornalismo profissional. Mais recentemente, em 2024, sua imensa contribuição de mais de seis décadas à comunicação foi mais uma vez reconhecida, recebendo homenagens da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) e da Câmara de Vereadores de Chapecó.
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