Júri – Depoimento de filho de Valdemir contesta narrativa de violência doméstica
No julgamento de Claudia Hoeckler, filho de Valdemir afirmou nunca ter visto agressões do pai contra a ré e disse que desconfiança surgiu antes...

O julgamento de Claudia Tavares Hoeckler, acusada de matar o marido Valdemir Hoeckler e ocultar o corpo em um freezer, segue nesta quinta-feira (28) em Capinzal. No período da tarde, a quinta testemunha a ser ouvida foi o filho de Valdemir, de um relacionamento anterior, que reside em Concórdia.
Diante dos jurados, advogados de defesa, promotores e do assistente de acusação, ele relatou que o pai havia oficializado o casamento com Claudia cerca de 40 dias antes do crime, com o objetivo de adquirir terras da família. Segundo o depoimento, mesmo antes da descoberta do corpo, já havia desconfiança sobre o que poderia ter acontecido, embora na época também tenha sido levantada a hipótese de suicídio.
Relato no plenário
Durante seu depoimento, o filho mencionou uma marca no corpo de Claudia, que acredita ter sido deixada por Valdemir ao tentar se desvencilhar durante a asfixia. Ele afirmou nunca ter presenciado agressões entre o casal e destacou que as menções à violência doméstica só surgiram após o crime.
O depoente lembrou que possui dois irmãos por parte de pai e que do relacionamento de Valdemir e Claudia nasceu uma filha. Também confirmou que o pai costumava guardar dinheiro em espécie em casa, mas não sabia o valor.
Sobre o relacionamento, disse que o envolvimento entre Claudia e Valdemir durou cerca de dez anos antes do casamento. Ele questionou a narrativa de maus-tratos, ressaltando que o pai chegou a deixar a primeira esposa para viver com Claudia. O filho contou ainda que os avós sempre trataram a acusada muito bem, apesar das constantes discussões entre Valdemir e sua primeira esposa devido ao relacionamento extraconjugal.
Situações lembradas
A testemunha relatou também um episódio que chamou a atenção durante as buscas por Valdemir: ao questionar Claudia sobre o motivo de não dormir na cama do casal, ela teria respondido que preferia permanecer em um cômodo ao lado do freezer porque “imaginava que ele poderia voltar”.
Durante a oitiva, a defesa de Claudia afirmou que outro filho de Valdemir, irmão da testemunha, tinha uma relação distante com o pai e seria bastante ciumento. A defesa apresentou ainda um áudio da primeira esposa de Valdemir, no qual ela dizia que preferia “apanhar e ficar quieta” a arrumar confusão.
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