Lula rebate EUA e garante a manutenção do Pix
Documento dos EUA diz que país está preocupado pois a ferramenta tira a vantagem das instituições financeiras.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu, nesta quinta-feira (2), em Salvador (BA), as críticas feitas pelo governo dos Estados Unidos ao Pix. A declaração foi uma resposta direta a um relatório comercial norte-americano que acusa o Banco Central do Brasil de favorecer a ferramenta nacional em prejuízo de sistemas de pagamento estrangeiros.
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Fundamental para a economia e a rotina financeira de milhões de brasileiros e catarinenses, o Pix foi defendido de forma categórica pelo presidente. Durante o evento, Lula assegurou que o sistema de transferências instantâneas não sofrerá interferências externas. “O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando à sociedade”, afirmou.
O atrito tem origem em um documento anual de comércio dos Estados Unidos divulgado recentemente. O texto aponta a preocupação de empresas estrangeiras com a obrigatoriedade do uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500 mil contas, o que, segundo os norte-americanos, daria vantagem desleal à plataforma brasileira.
A pressão sobre a ferramenta não é inédita. No ano passado, o governo dos EUA abriu uma investigação sobre as práticas comerciais brasileiras, levantando a hipótese de que o Banco Central teria dificultado a atuação de serviços concorrentes, como o WhatsApp Pay, da empresa americana Meta.
Em defesa da soberania do sistema nacional, a diplomacia brasileira já havia esclarecido que a gestão do Pix pelo Banco Central serve estritamente para garantir a segurança e a neutralidade das transações financeiras, sem discriminar companhias de outros países.
Além do Pix, o relatório norte-americano lista outras questões do Brasil como supostas barreiras comerciais, citando leis trabalhistas, regras de proteção de dados e legislações sobre plataformas digitais.
O presidente abordou o tema internacional enquanto cumpria agenda na capital baiana, onde vistoriou obras de mobilidade urbana e transportes sobre trilhos financiadas com recursos federais.
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