Menu
Destaques

Mala com R$ 429 mil é arremessada do 30º andar em operação ligada a ex-presidente do Rioprevidência, natural de Campos Novos

Ação da PF em Balneário Camboriú investiga esquema que resultou na prisão de Deivis Marcon Antunes na semana passada

Éder Luiz

Éder Luiz

Compartilhe:

A operação da Polícia Federal que investiga fraudes bilionárias no fundo de previdência do Rio de Janeiro (Rioprevidência) teve um capítulo cinematográfico em Santa Catarina nesta quarta-feira (11). Durante o cumprimento de mandados em Balneário Camboriú, uma mala recheada de dinheiro foi arremessada da janela de um apartamento no 30º andar.

A ação, batizada de “Barco de Papel”, é um desdobramento direto da investigação que levou à prisão do ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, natural de Campos Novos.

A Conexão com a Nossa Região

Deivis Marcon Antunes, que é da região meio-oeste catarinense, foi preso na última terça-feira (3) em Itatiaia (RJ), numa ação conjunta da PF e PRF, enquanto se deslocava de São Paulo para o Rio. Ele é apontado como peça-chave no suposto esquema que envolve investimentos de risco do fundo de pensão.

A operação de hoje (11) em Santa Catarina busca provas de obstrução de justiça e ocultação de bens ligados a esse mesmo grupo investigado.

Chuva de Dinheiro em BC

Ao perceberem a chegada dos agentes da PF no prédio de luxo em Balneário Camboriú, um dos ocupantes do imóvel tentou se livrar das provas jogando uma mala pela janela. O objeto caiu no terraço de um vizinho, que colaborou com a polícia. Ao abrirem a mala, os agentes encontraram R$ 429 mil em espécie. Todo o montante foi apreendido, além de dois veículos de luxo e celulares.

O Esquema

A investigação apura irregularidades na compra de letras financeiras do Banco Master (recentemente liquidado pelo Banco Central) pelo Rioprevidência. Estima-se que o fundo tenha investido cerca de R$ 970 milhões na instituição, gerando prejuízos aos servidores públicos do Rio.

Os mandados de hoje também foram cumpridos em Itapema. O nome do ocupante do apartamento que arremessou o dinheiro não foi divulgado, mas a PF confirmou que a ação visa desarticular o núcleo financeiro da organização.


Compartilhe: