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Morre Bagre Fagundes, ícone do tradicionalismo gaúcho e da cultura do Rio Grande do Sul

O tradicionalismo gaúcho perdeu neste domingo (2) um de seus maiores representantes. Morreu, aos 86 anos, o músico, compositor e comunicador Bagre Fagundes, artista que dedicou décadas à valorização da cultura do Rio Grande do Sul e se tornou uma das figuras mais reconhecidas do movimento tradicionalista.

A morte foi confirmada pelo filho dele, Ernesto Fagundes. Não há informações sobre o velório. As causas da morte também não foram divulgadas até o momento, conforme a imprensa gaúcha.

Nascido em 3 de outubro de 1939, em Uruguaiana, na Fronteira Oeste gaúcha, Euclides Fagundes Filho ficou conhecido nacionalmente pelo apelido de Bagre, adotado ainda na juventude e que o acompanhou ao longo de toda a carreira.

Entre suas maiores contribuições para a música regional está a composição de “Canto Alegretense”, escrita em parceria com o irmão, Nico Fagundes. A canção se transformou em um dos maiores símbolos da identidade gaúcha, sendo interpretada por diversos artistas e considerada um verdadeiro hino cultural do Estado.

Além da música, Bagre também conquistou o público pelo carisma e pelo humor característico. Ao longo da vida, participou de programas de rádio e televisão, sempre promovendo os costumes, a história e as tradições do povo gaúcho.

Mesmo em idade avançada, o artista permaneceu em atividade. Nos últimos anos, seguia realizando apresentações ao lado dos filhos Ernesto, Neto e Paulinho, integrantes do grupo Os Fagundes, levando aos palcos um espetáculo que unia música, tradição e a convivência familiar.

Conhecido pela irreverência, Bagre costumava brincar sobre a aposentadoria. Ao completar 80 anos, afirmou que ainda buscava cumprir o objetivo de “não fazer nada”, frase que se tornou uma das marcas de sua personalidade descontraída.

A trajetória dedicada à preservação da cultura regional também foi reconhecida oficialmente. Em 2019, recebeu o Troféu Origens, homenagem concedida a personalidades que contribuíram para fortalecer as tradições gaúchas, durante uma celebração especial pelos seus 80 anos.

Bagre Fagundes deixa a esposa, Marlene Vilaverde, quatro filhos e uma história construída em defesa da cultura do Rio Grande do Sul. Seu legado permanece vivo nas músicas, nas apresentações e na influência exercida sobre diferentes gerações de artistas e admiradores do tradicionalismo.

Luan

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