MP denuncia tutor de cadela enterrada viva em SC
Tutor é denunciado após cadela prenha ser enterrada viva em Joinville; Ministério Público pede reparação de R$ 10 mil
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) formalizou a denúncia contra o tutor da cadela Bonnie, que foi encontrada enterrada viva em um condomínio em Joinville, no Norte do estado. De acordo com a 21ª Promotoria de Justiça, o homem tinha pleno conhecimento do estado de sofrimento do animal, que estava prenha, mas negligenciou o socorro veterinário e não acionou órgãos de proteção animal, permitindo que a situação se agravasse.
O resgate ocorreu em 6 de fevereiro, quando moradores do condomínio localizaram a cova e conseguiram retirar Bonnie com vida. Além da denúncia criminal, o Ministério Público solicita que o tutor pague uma indenização de R$ 10 mil por danos causados à cadela e que a perda da tutela do animal seja definitiva. Relatórios veterinários anexados ao processo detalham que Bonnie apresentava febre, rigidez muscular, desânimo profundo e incapacidade de caminhar ou se alimentar no momento em que foi resgatada.
A investigação aponta para um cenário complexo que envolve o acompanhamento de duas promotorias. Enquanto a 21ª Promotoria trata do crime de maus-tratos, a 17ª Promotoria de Justiça atua na esfera da Infância e Juventude devido a indícios da participação de adolescentes no crime. Há também um procedimento separado para investigar o envolvimento de uma mulher que trabalhava no condomínio. Devido à natureza violenta do crime contra um ser senciente, o Ministério Público negou qualquer possibilidade de acordo judicial com o réu.
Após ser acolhida pelo Centro de Bem-Estar Animal (CBEA), Bonnie deu à luz cinco filhotes em março, dos quais dois sobreviveram e estão saudáveis. A cadela chegou a ser adotada, mas o órgão municipal continua monitorando sua adaptação e saúde por meio de avaliações periódicas. No final de fevereiro, uma operação policial cumpriu mandados de busca no condomínio para fortalecer as provas do inquérito, descartando a suspeita inicial de envenenamento após exames laboratoriais. Sob a Lei de Crimes Ambientais, o responsável pode enfrentar penas de detenção, que são ampliadas em casos que resultam na morte do animal.
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