Nova variante da Covid-19 se espalha por dezenas de países e acende alerta
BA.3.2 apresenta maior capacidade de escapar de anticorpos, mas não há evidências de maior gravidade, diz OMS.
Uma nova variante do coronavírus tem chamado a atenção de autoridades de saúde em diferentes partes do mundo. Identificada como BA.3.2, da nova linhagem da Covid-19 já foi detectada em mais de 30 países e levanta preocupação por apresentar maior capacidade de escapar da resposta imunológica, especialmente em relação às variantes mais comuns atualmente.
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Apesar disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que, até o momento, não há indícios de que essa variante cause quadros mais graves da doença ou reduza significativamente a proteção oferecida pelas vacinas contra hospitalizações e mortes.
A BA.3.2 foi identificada pela primeira vez na África do Sul, em novembro de 2024, a partir de uma amostra coletada de uma criança. Meses depois, surgiram registros em países como Moçambique, Alemanha e Holanda. Inicialmente com baixa circulação, a variante voltou a ganhar espaço a partir do segundo semestre de 2025.
Entre o final de 2025 e o início de 2026, houve crescimento nas detecções semanais em alguns países europeus, como Dinamarca, Alemanha e Holanda, onde chegou a representar cerca de 30% das amostras analisadas. Atualmente, a linhagem já foi identificada em diversas regiões do mundo, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, China e Austrália. No Brasil, até agora, não há confirmação da presença dessa variante.
Nos Estados Unidos, por exemplo, a BA.3.2 foi encontrada em viajantes internacionais, em pacientes atendidos no sistema de saúde e até em análises de esgoto, ferramenta utilizada para monitoramento epidemiológico. Esses dados indicam que a circulação da variante pode estar mais ampla do que os registros clínicos mostram.
Uma das principais características da BA.3.2 é o elevado número de mutações na proteína Spike — estrutura que o vírus utiliza para invadir as células humanas. Em comparação com variantes como a JN.1 e a LP.8.1, atualmente predominantes, a nova linhagem apresenta entre 70 e 75 alterações nessa proteína, o que contribui para sua maior capacidade de escapar dos anticorpos.
Mesmo com esse fator, a OMS avalia que ainda não há evidências de que a BA.3.2 tenha vantagem significativa de transmissão em relação às demais variantes. Isso significa que não é possível afirmar, neste momento, se ela se tornará dominante no cenário global.
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