O dia em que o Rock Internacional parou o Meio-Oeste: Os 15 anos da passagem do Nazareth por Herval d’Oeste
Assista o registro raro: Nazareth toca "Love Hurts" em Herval d'Oeste em Outubro de 2010.
Há pouco mais de 15 anos, o som das guitarras escocesas ecoava em um volume diferente no Meio-Oeste catarinense. No dia 15 de outubro de 2010, o Centro de Eventos da Unidos do Herval transformou-se no epicentro do rock mundial. A lendária banda Nazareth subia ao palco, provando que as grandes turnês internacionais não precisavam ficar restritas apenas às capitais ou ao litoral.
Uma Lenda Viva no Palco
O que tornou aquela noite ainda mais especial foi a presença do icônico vocalista original, Dan McCafferty, fundador da banda. Com sua voz rouca inconfundível, ele liderou clássicos que fazem parte da trilha sonora de gerações, como “Love Hurts”, “Dream On” e “Hair of the Dog”. Para quem estava lá, a sensação era de proximidade com a história do rock — McCafferty viria a se aposentar dos palcos em 2013, tornando aquele registro em Herval d’Oeste uma das últimas oportunidades de vê-lo em solo catarinense. Ele faleceu em faleceu aos 76 anos em 8 de novembro de 2022.
O Nazareth e sua “Paixão” pelo Interior
O Nazareth sempre teve uma relação peculiar com o Brasil. Ao contrário de outras bandas que fazem o eixo Rio-São Paulo, os escoceses desbravaram o interior. Naquela mesma turnê de 2010, passaram por Lages e Canoinhas. O sucesso foi tanto que, meses depois, em 2011, voltaram para o estado para shows em Chapecó e Jaraguá do Sul.
Essa estratégia consolidou a banda como uma das mais queridas dos catarinenses, criando uma conexão direta com o público que raramente tinha a chance de ver um show internacional “no quintal de casa”.
Relatos de uma Noite Histórica
Embora tecnicamente o show tenha ocorrido em solo hervalense, o impacto foi regional. Na época, a divulgação “Nazareth em Joaçaba” mobilizou fãs de todo o estado que lotaram a cidade, movimentando hotéis e o comércio local.
Hoje, os registros daquela noite — muitos feitos em câmeras digitais simples ou celulares da época — tornaram-se relíquias. Vídeos com som saturado e imagens trêmulas circulam entre os fãs, servindo como prova documental de que, por algumas horas, o Meio-Oeste foi a capital do Rock and Roll.
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